Em um cenário de disputa por atenção e mais de 9 horas diárias online no Brasil, lançamento aposta em experiência ao vivo para ampliar conexão e retenção do conteúdo
O mercado editorial global atravessa um momento de transformação impulsionado pela economia da atenção. O setor deve ultrapassar US$ 150 bilhões em receita até 2026, enquanto a PwC aponta que o segmento de mídia e entretenimento cresce acima de 5% ao ano, puxado por formatos híbridos que combinam conteúdo e experiência. No Brasil, o setor editorial superou R$ 5 bilhões em 2024, com avanço relevante em títulos voltados a negócios e desenvolvimento pessoal. Esse movimento ocorre em paralelo a uma disputa cada vez mais intensa pela atenção: O brasileiro passa mais de 9 horas por dia conectado, o que pressiona autores e empresas a criarem formatos mais dinâmicos e memoráveis para engajar o público. Nesse cenário, o livro deixa de ser apenas um produto e passa a ser parte de uma estratégia maior de posicionamento e construção de marca.
É nesse contexto que João Kepler, CEO da Equity Group, lança “O Coração Ensinável”, no dia 23 de abril, no Teatro B32, em São Paulo, adotando um formato que se afasta do modelo tradicional de sessão de autógrafos. Estruturado como uma cerimônia dividida em atos, o evento incorpora música ao vivo, narrativa e participação de convidados para transformar o conteúdo em experiência. “A ideia foi estruturar um formato em que o conteúdo pudesse ser vivido, não apenas lido”, afirma Kepler. “Quando você conecta emoção e aprendizado, o impacto deixa de ser momentâneo e passa a gerar transformação real.” A proposta sinaliza uma leitura mais estratégica do papel do livro dentro do ambiente empresarial, aproximando-o de uma plataforma de comunicação e influência.
A construção do projeto revela um movimento mais amplo de integração entre diferentes formatos de conteúdo. A presença de uma orquestra ao vivo, a inclusão da música autoral “Teachable Heart” e a participação de nomes como Paulo Vieira e Cláudio Duarte ampliam o alcance do lançamento para além do público leitor tradicional. “O livro é o ponto de partida, mas o que estamos construindo é um ecossistema de conteúdo que continua depois do evento”, diz Kepler. Esse tipo de abordagem acompanha tendências observadas na economia criativa, onde propriedade intelectual, distribuição multiplataforma e experiências presenciais passam a operar de forma integrada. Na prática, o conteúdo deixa de ser linear e passa a circular em múltiplos canais, aumentando seu ciclo de vida e potencial de monetização.
O avanço desse modelo reflete uma mudança estrutural na forma como conhecimento e posicionamento são construídos no ambiente corporativo. Empresas e líderes têm investido cada vez mais em experiências como ferramenta de diferenciação e conexão com o público, especialmente em mercados saturados de informação. Nesse contexto, iniciativas como a de Kepler deixam de ser exceção e passam a sinalizar uma tendência clara: a de que o valor do conteúdo está cada vez mais ligado à forma como ele é entregue. O lançamento internacional previsto para a Feira do Livro de Buenos Aires reforça esse movimento, indicando que a combinação entre narrativa, experiência e estratégia tende a se consolidar como novo padrão no mercado editorial empresarial.

