[radio_player id="1"]
Informações

Liberdade de escolha e o novo normal: 5 hábitos que vieram para ficar

4 Mins read

Francine Costanti (*)

No último ano, vivemos mudanças bruscas de comportamento em todos os sentidos: social, profissional e mental, ao mesmo tempo em que aprendemos a adaptar a rotina com novos hábitos e abrir a mente para outras possibilidades de ações.

Nesse cenário, também tivemos que refletir sobre o fato de ficar em casa ou sermos expostos a riscos altos de contaminação, o que nos obrigou a criar prioridades, como cuidar da saúde mental e física, da alimentação e da entrega de trabalhos no prazo.

Por outro lado, o confinamento criou laços afetivos maiores entre as famílias, já que antes passávamos boa parte do dia fora de casa e sem tempo para um convívio mais próximo. O contato com amigos também ficou mais intenso, mesmo acontecendo em frente às telas dos computadores.

Para definir esse momento de isolamento social, especialistas trouxeram o termo “novo normal”, dando a ideia de que as pessoas sempre conseguem se adaptar a todas as surpresas no meio do caminho, reforçando o conceito de que tudo é uma questão de costumes, mesmo em tempos de crise.

Percebemos que liberdade de escolha nunca fez tanto sentido, porque podemos escolher como viver e melhorar a qualidade de vida com atos simples, independentemente de estar dentro ou fora de casa.

Uma pesquisa feita pela Bain & Company, consultoria global que ajuda empresas a criarem mudanças que definem o futuro dos negócios, mostrou que existem três tendências de comportamento no “novo normal”: a migração para os serviços online, maior foco em saúde física e mental e a redefinição de valor, em que o consumidor avalia se o produto realmente vale a preço que custa.

Listo aqui 5 hábitos desenvolvidos durante a pandemia que vieram para ficar em nossa rotina:

Home office definitivo x modelo de trabalho híbrido

As medidas de isolamento social impostas pela pandemia de Covid-19 fizeram as empresas adotarem o trabalho em home office. Inclusive aquelas que só conheciam a jornada presencial fizeram dessa prática uma rotina, assim como as que já trabalham remotamente em alguns dias e horários da semana.

Em pouco tempo, milhares de pessoas tiveram que adaptar um espaço em casa para cumprir o horário de trabalho e participar de reuniões online. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em novembro de 2020, o Brasil atingiu o índice de 7,3 milhões de pessoas trabalhando em esquema de home office.

Grandes corporações, como Twitter, XP Inc, Petrobras, Magazine Luiza e Via Varejo já declaram o home office definitivo. De qualquer modo, cabe a cada empresa perceber o melhor método de trabalho para seu sistema de negócio e se vale a pena manter home office, presencial ou modelo híbrido (alternando dias na empresa e em casa).

Alimentação saudável e preocupação com a imunidade

Com o isolamento social, veio também a preocupação em melhorar a qualidade da alimentação e, principalmente, a busca por alimentos que aumentam a imunidade, já que alguns deles reforçam a proteção do sistema imunológico contra diversas doenças. É importante lembrar que, antes de mudar a rotina de alimentação, sempre consulte um especialista.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Estudo NutriNet Brasil – feita pelo Nupens Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo -, com 10 mil entrevistados, indicou que houve aumento de 40,2% para 44,6% no consumo de frutas, hortaliças e feijão durante a pandemia, mostrando que houve maior cuidado com a alimentação balanceada.

Priorização da saúde mental e bem-estar

Como todos nós tivemos que ficar em casa, sem contato com amigos e colegas, além de ter que administrar múltiplas tarefas, como trabalhar, cuidar da casa, dos filhos e dos familiares, aumentaram os casos de ansiedade, compulsão e depressão.

Uma pesquisa recente realizada pela PoderData relatou que 38% das pessoas declaram estar em uma situação pior de saúde mental do que no início da pandemia. Segundo especialistas, cada pessoa lida com o isolamento e as mudanças causadas neste período de formas diferentes.

Segundo a OMS, o aumento dos sintomas psíquicos e dos transtornos mentais pode ocorrer por diversos motivos: experiências traumáticas associadas à infecção ou à morte de pessoas próximas, o estresse causado pela mudança na rotina, por conta das consequências econômicas e pela nova rotina de trabalho.

Nesses momentos de estresse, o indicado é que as pessoas procurem por atividades prazerosas, como a prática de exercícios físicos, que libera hormônios, como dopamina, endorfina, serotonina e ocitocina, responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer, garantindo qualidade de vida.

Retomada do convívio com a família

Durante a pandemia, vimos muitas pessoas se aproximarem mais da família – já que estavam vivendo na mesma casa. Essa relação mais intensa, pode ser benéfica também para estreitar os laços afetivos e para ter suporte emocional para lidar com a situação.

Dados da Escola de Educação da Universidade de Harvard (EUA) revelam que, nos últimos meses, os pais apresentaram uma maior preocupação em conhecer o universo

dos filhos. Cerca de 68% afirmam que as conversas diárias estreitaram e melhoraram o relacionamento com as crianças.

Alta dos treinos online e treinos presenciais rápidos

Assim como comércios e empresas, as academias tiveram suas portas fechadas durante a pandemia e, imediatamente, enxergaram a oportunidade de oferecer serviço de treinos online para os alunos. Uma boa saída, já que muitas pessoas manifestaram o interesse em manter os treinos em dia, mesmo em casa.

Nesse período, vimos nomes do setor fitness ganharem destaque nas redes sociais, com lives diárias e interação direta com os seguidores. Além disso, grandes grupos de academias entraram na tendência lançando plataformas exclusivas e gratuitas com aulas de diversas modalidades.

A plataforma Queima Diária, por exemplo, teve um crescimento de 130% no cadastro de alunos durante a pandemia e, hoje, conta com cerca de 375 mil associados.

Com a reabertura das academias, muitos alunos voltaram aos treinos presenciais, mas procurando por aulas rápidas, eficazes e com resultados visíveis a curto prazo.

Sem dúvidas, esse foi um período de grandes transfomações, que tendem a se estenderem mesmo depois do fim da pandemia. O que está por vir ainda não sabemos, mas a única certeza que podemos ter é que a capacidade de mudar e se adaptar a novos cenários é intrínseca ao ser humano.

(*) Francine Costanti atua como colaboradora na área de pesquisa de mercado da TotalPass, plataforma que reúne e oferece as melhores academias do País a colaboradores de empresas parceiras, por valores especiais.

Crédito: divulgação

Related posts
InformaçõesVendas

Pix por aproximação completa um ano com o desafio de converter potencial em adesão em massa

3 Mins read
Embora represente apenas 0,01% das transações totais, modalidade de pagamento via NFC apresenta crescimento exponencial em valores movimentados e aposta na conveniência…
Informações

Mulheres dedicam mais de mil horas por ano ao trabalho doméstico não remunerado

3 Mins read
Pesquisa da PUCPR revela impacto socioeconômico do trabalho de cuidado familiar realizado por mulheres brasileiras Um estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná…
InformaçõesVendas

Vendas de vitaminas e suplementos crescem 42% em faturamento em um ano no Brasil  

2 Mins read
Levantamento da Interplayers aponta avanço consistente da categoria, com destaque para multivitamínicos e diferenças relevantes entre estados e regiões   O mercado brasileiro de vitaminas…
Fique por dentro das novidades

[wpforms id="39603"]

Se inscrevendo em nossa newsletter você ganha benefícios surpreendentes.