IA agênticas e sistema self-healing transformam o Digital Workplace, aponta TGT ISG
O emprego da Inteligência Artificial nas corporações vem transformando, na base, as estruturas do Digital Workplace. Dados do estudo Future of Work da TGT ISG, apontam que hiper automação e a IA agêntica podem reduzir em mais de 50% a interação humana em incidentes complexos, enquanto sistemas self-healing antecipam e corrigem falhas antes que elas afetem os usuários.
O levantamento afirma que a transformação do Digital Workplace vai além da adoção de novas tecnologias e passa a impactar a organização das estações de trabalho. Fatores como a experiência do colaborador, a eficiência das operações, a flexibilidade dos modelos de contratação, a segurança e a sustentabilidade ganham, assim, espaço nas decisões das empresas, que passam a avaliar o impacto da tecnologia aplicado ao negócio e na experiência dos profissionais.
Neste cenário, além da redução de custos e do outsourcing, prioriza-se também a eficiência operacional, a evolução da experiência dos colaboradores e a colaboração com parceiros estratégicos para o desenvolvimento de soluções de negócio. Os critérios para tomada de decisão são cada vez mais granulares: indicadores de experiência (XLAs), uso de IA, segurança e ESG, além, claro, dos SLAs. As opções de soluções em workplace devem envolver RH e finanças, devido ao impacto na produtividade, talentos e custos.
No Brasil, o relatório analisa que essa nova fase na vida das empresas ganha força diante da pressão por eficiência, automação e produtividade, diante da busca por soluções que reduzam custos e aumentem a capacidade operacional. O país combina forte adoção de IA, maturidade tecnológica e desafios logísticos, econômicos, de infraestrutura – o que potencializa a pressão por eficiência e automação.
O Brasil atingiu a maturidade no ecossistema tecnológico, com IA aliada à pressão por eficiência e automação, tendo como parâmetro as dimensões continentais do país. “O Brasil enfrenta desafios logísticos, barreiras econômicas e altos custos de importação. Isso aumenta a pressão por modelos de trabalho mais produtivos e inteligentes e acelera a adoção de tecnologias de automação”, afirma Elia San Miguel, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo.
No mercado de Digital Workplace, a competição deixa de depender apenas de escala e custo de mão de obra e passa a valorizar propriedade intelectual, automação cognitiva e maturidade dos fornecedores . Para atender às novas demandas dos CxOs, os fornecedores adotam modelos mais dinâmicos, preditivos e orientados por dados.
“A IA reestrutura processos de contratação de novas tecnologias, tendendo para maior flexibilidade, com modelos baseados em consumo e resultado. Dessa forma, permite ajustes na infraestrutura dos negócios que dão maior previsibilidade aos investimentos, além de aproximar a área de tecnologia de outras decisões estratégicas das organizações”, completa a executiva.
Sendo assim, segurança, sustentabilidade e experiência do colaborador ganham importância nas decisões das empresas. Para os fornecedores, o desafio passa a ser combinar automação e IA com capacidade de execução local, desenvolvendo soluções que antecipem problemas, aumentem a eficiência e acompanhem as diferentes necessidades do mercado brasileiro.
O relatório avalia 32 fornecedores distintos em quatro quadrantes: Workplace Strategy and Enablement Services, Digital Workplace Operations and Support Services, AI-augmented Collaboration and Experience Services and Smart and Sustainable Workplace Services.
O relatório aponta DXC Technology, Stefanini e Unisys como Líderes em todos os quatro quadrantes. Indica Accenture, Atos, Kyndryl e TIVIT como Líderes em três quadrantes cada. Capgemini, Getronics, NTT DATA, TCS e Wipro são apontadas como Líderes em dois quadrantes cada. Deloitte e Infosys são apontadas como Líderes em um quadrante cada.
Além disso, Capgemini, Getronics, Positivo S+ e TCS são reconhecidas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.








