Fundador da Asia Source Brasil, maior ecossistema de comércio exterior do país, explica que é possível comprar produtos com segurança e previsibilidade
Cada vez mais, o público tem procurado alternativas para comprar produtos da China, uma vez que os preços tendem a ser mais acessíveis e a variedade de itens é maior. Entretanto, os riscos do processo persistem como uma barreira, com receios relacionados à tributação, à burocracia e, principalmente, à possibilidade de não receber a mercadoria.
Essa preocupação contrasta com a consolidação das relações comerciais entre Brasil e China, que operam com volumes crescentes, contratos estruturados e cadeias logísticas profissionalizadas. Na prática, o comércio bilateral é sustentado por processos técnicos rigorosos, nos quais planejamento e controle de risco fazem parte da rotina. Ainda assim, os mitos persistem, alimentados, em grande parte, por operações iniciadas sem diagnóstico adequado.
Para Luis Muller, fundador da Asia Source Brasil, primeira franquia de importações do país, o principal erro está em tratar a importação como um evento isolado, e não como um projeto. “O medo de não receber a mercadoria normalmente nasce quando não existe fornecedor validado, contrato internacional bem redigido ou definição clara de Incoterms. Sem isso, qualquer operação fica vulnerável”, explica.

Divulgação Asia Source
Entre os mitos mais recorrentes está a crença de que a mercadoria se perde no trajeto ou não chega ao destino. Segundo Muller, esse tipo de problema costuma estar associado à ausência de rastreabilidade logística e à escolha inadequada do modal de transporte. “Quando a operação conta com frete contratado corretamente, seguro internacional, documentação alinhada e acompanhamento em tempo real, o risco de extravio é praticamente eliminado”, afirma.
Outro ponto que gera insegurança é a carga tributária, frequentemente percebida como imprevisível ou inviável. No entanto, a tributação sobre importações segue critérios objetivos, baseados na correta classificação fiscal do produto. “O empresário que importa sem analisar o NCM ou sem simular o custo total nacionalizado realmente corre riscos. Já quem realiza um estudo tributário prévio consegue enxergar margem antes mesmo de fechar com o fornecedor”, pontua o executivo.
A burocracia também aparece como um obstáculo recorrente, embora, na prática, esteja ligada a etapas bem definidas do processo. Habilitação no RADAR, licenças específicas e desembaraço aduaneiro fazem parte de um fluxo conhecido e previsível quando conduzido por especialistas. “A burocracia só assusta quem não domina o processo. Para quem conhece os prazos e exigências, ela se torna parte do planejamento”, reforça.
É nesse contexto que a Asia Source se posiciona como uma gestora de projetos de importação e exportação, atuando desde a fase de decisão até a entrega final da mercadoria no Brasil. O modelo adotado pela empresa prioriza a validação de fornecedores na origem, auditorias de fábrica, inspeções de qualidade e estruturação logística, reduzindo incertezas e eliminando prejuízos.
“Nosso trabalho começa muito antes da compra. O empresário precisa saber se aquele produto é viável no Brasil, qual será o custo final, qual margem pode trabalhar e quais riscos estão envolvidos. Quando essas respostas vêm antes do embarque, a importação deixa de ser um salto no escuro”, destaca Luis.
Complementando esse posicionamento, o modelo da rede é estruturado para que toda a execução técnica das importações seja realizada pela franqueadora, que concentra o know-how, os processos e a operação internacional. O papel do franqueado é comercial: ele atua na prospecção, relacionamento e venda dos serviços de consultoria e importação, conectando empresas brasileiras à estrutura global da Asia Source. Assim, o cliente conta com atendimento local e próximo, enquanto a franqueadora assume integralmente as etapas de consultoria estratégica, homologação de fornecedores, análise de viabilidade, gestão logística e entrega porta a porta, garantindo padrão, segurança e previsibilidade em toda a operação.








