Setor movimentou 16,4 bilhões de unidades no primeiro semestre e novas categorias em latas já somam 1 bilhão
O mercado brasileiro de latas de alumínio para bebidas mantém uma perspectiva positiva para 2026, com expectativa de crescimento de um dígito baixo no ano. No primeiro semestre, foram comercializadas 16,4 bilhões de unidades no país, em um período marcado pela transformação do setor de bebidas, com novas categorias e diferentes ocasiões de consumo.
A evolução ocorre em um ano marcado por fatores que podem impulsionar a demanda por bebidas, como a Copa do Mundo, as eleições e a expectativa de temperaturas mais elevadas. Embora esses vetores ainda não tenham produzido todo o efeito esperado, as perspectivas permanecem positivas, sustentadas pela diversificação das ocasiões de consumo e pela capacidade da lata de acompanhar as novas tendências.
Além das categorias tradicionais, como cervejas e refrigerantes, outras bebidas vêm ampliando sua presença em latas, como energéticos, cervejas sem álcool, sucos e água. No primeiro semestre, esse conjunto de categorias cresceu cerca de 30% e, pela primeira vez, alcançou a marca de 1 bilhão de unidades comercializadas em seis meses.
A embalagem que acompanha a transformação do mercado
A diversificação do mercado de bebidas evidencia uma transformação que vai além do desempenho de categorias específicas. O consumidor busca novas opções, produtos adequados a diferentes momentos e maior conveniência, enquanto a lata de alumínio acompanha essa mudança ao reunir atributos valorizados em diversas ocasiões.
“O primeiro semestre mostra mais do que o desempenho de um período: mostra como o mercado está se transformando. Novas categorias, produtos e ocasiões estão ganhando espaço, e a lata acompanha essa evolução. Praticidade, versatilidade, proteção do produto e sustentabilidade são atributos que ajudam a explicar sua presença cada vez maior em diferentes momentos”, afirma Guilherme Canielo, Assuntos Corporativos da Abralatas.
Perspectiva positiva para o segundo semestre
“A perspectiva para o ano é tão relevante quanto o desempenho já realizado. Mesmo com alguns dos estímulos esperados para o primeiro semestre tendo ficado abaixo das expectativas, o segmento demonstra resiliência, apoiado pela diversificação das bebidas e pelas características da lata. É isso que nos permite manter uma visão positiva para os próximos meses”, comenta Guilherme.
Regulação deve acompanhar transformação do mercado
Para a Abralatas, a continuidade desse desenvolvimento também depende de um ambiente regulatório capaz de reconhecer as características e os diferentes impactos das soluções de embalagem ao longo de seu ciclo de vida. “É importante que as decisões que afetam o setor considerem de forma equilibrada os aspectos ambientais, econômicos e sociais das embalagens. O Brasil conta com uma cadeia de reciclagem madura e com uma embalagem que pode retornar continuamente ao ciclo produtivo. Reconhecer essas características ajuda a alinhar as políticas públicas aos avanços que já vêm sendo promovidos pela indústria”, destaca Guilherme.
No avanço da regulamentação da Reforma Tributária, a Abralatas defende que critérios objetivos relacionados à sustentabilidade das embalagens também sejam considerados, estimulando soluções que já apresentam resultados concretos para a economia circular no país.

