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Mercado de M&A movimenta US$ 30 bilhões no primeiro semestre e aumenta pressão por empresas preparadas

Magnific / Divulgação

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Dados do setor mostram que, mesmo com menos operações, o volume financeiro cresceu e investidores passaram a concentrar recursos em negócios mais maduros e estruturados; Helping Hand alerta para impacto da preparação no valuation

A Helping Hand, empresa especializada em fusões e aquisições (M&A), aponta que o aumento do volume financeiro movimentado pelo mercado brasileiro de M&A em 2026 reforça uma mudança no perfil dos investidores, que passaram a concentrar recursos em negócios mais estruturados e com maior capacidade de geração de valor. O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimentou aproximadamente US$ 30 bilhões no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 593 operações, segundo levantamento da Aon em parceria com a TTR Data e a Datasite. Embora o número de transações tenha recuado em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume financeiro das negociações cresceu, indicando uma concentração maior de recursos em empresas consideradas mais maduras e preparadas para receber investimentos ou passar por processos de aquisição. Nesse cenário, fatores como organização financeira, governança, eficiência operacional, tecnologia e capacidade de crescimento ganham peso na definição do valor dos negócios.

Para Lucas Mendes, CEO da Helping Hand, o atual cenário reforça uma mudança no comportamento dos investidores, que passaram a analisar com maior rigor os riscos e a capacidade de crescimento das empresas antes de uma negociação. “O capital continua disponível para boas oportunidades, mas os investidores estão muito mais criteriosos. Hoje, não basta apresentar crescimento no faturamento. É preciso demonstrar governança, previsibilidade financeira, processos bem estruturados e capacidade de crescimento sustentável. Empresas que não se preparam acabam recebendo propostas com descontos significativos ou deixam de despertar o interesse dos compradores”, afirma.

O movimento ocorre em um ambiente de consolidação em diferentes setores da economia brasileira e amplia a importância da preparação prévia para processos de M&A. Empresas que chegam a uma negociação com controles financeiros frágeis, passivos tributários ou trabalhistas, ausência de indicadores gerenciais, processos pouco documentados ou dependência excessiva dos sócios tendem a enfrentar mais dificuldades durante a etapa de due diligence, quando potenciais compradores analisam os riscos e as condições reais do negócio. Para a Helping Hand, esse tipo de fragilidade pode reduzir o valuation e limitar o interesse de investidores, mesmo em empresas que apresentam crescimento ou bom desempenho comercial.

A preparação, segundo Mendes, não deve começar apenas quando surge um interessado na compra da empresa, mas fazer parte da própria estratégia de gestão e geração de valor do negócio. “O investidor não compra apenas o histórico financeiro de uma empresa. Ele compra sua capacidade de continuar crescendo. Quanto menor o risco percebido e maior a maturidade da gestão, maior tende a ser o múltiplo pago pelo negócio. Quem espera aparecer um comprador para começar a organizar a empresa normalmente chega atrasado. As empresas que alcançam as melhores negociações são aquelas que iniciam esse trabalho com antecedência”, diz.

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