Recovery, recuperação muscular e experiência ganham espaço à medida que consumidores passam a investir mais em qualidade de vida
O wellness deixou de ser um nicho para se tornar uma das maiores forças econômicas do planeta. Segundo o Global Wellness Economy Monitor 2025, do Global Wellness Institute (GWI), a economia do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, registrando crescimento de 7,9% em relação ao ano anterior. A projeção é de que o setor avance, em média, 7,6% ao ano até 2029, ritmo significativamente superior ao crescimento esperado para o PIB global, estimado em 4,5% no mesmo período.
Os números refletem uma mudança de comportamento que já impacta diversos setores da economia, entre eles o fitness. Cada vez mais, os consumidores buscam soluções integradas de saúde, prevenção, recuperação física e qualidade de vida. Hoje, o wellness representa 6,12% do PIB mundial e continua ampliando sua participação na economia global.
Recovery deixa de ser exclusividade dos atletas
Dentro desse universo, alguns segmentos crescem em velocidade ainda maior. O mental wellness registrou expansão média de 12,4% ao ano entre 2019 e 2024. Já as atividades relacionadas a fontes termais e minerais estão entre as categorias com maior potencial de crescimento nos próximos anos, com projeção de expansão anual de 10%.
O avanço dessas categorias revela uma mudança importante na forma como as pessoas encaram a prática de atividade física. Recursos antes associados ao esporte de alto rendimento, como sauna, recuperação muscular e terapias voltadas ao descanso físico, passaram a fazer parte da rotina de praticantes comuns. A recuperação deixou de ser vista como complemento e passou a ser entendida como uma etapa essencial para o desempenho, a prevenção de lesões e a manutenção de hábitos saudáveis.
É nesse contexto que as academias começam a reformular seus modelos de operação. Mais do que oferecer equipamentos modernos, o setor passa a investir em experiências capazes de integrar treino, recuperação e bem-estar em um mesmo ambiente.
Force One adiciona um novo espaço wellness como estratégia de crescimento
A Force One, rede própria de academias fundada em Cianorte, no Paraná, é uma das empresas que vêm acompanhando essa transformação. Presente nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a marca inaugura uma nova unidade em Araçatuba com uma área exclusiva de Recovery, equipada com sauna, cadeiras massageadoras e macas com pistolas de massagem.
O espaço também contará com a Glutezone, ambiente dedicado ao treinamento específico de glúteos, seguindo outra tendência observada no setor: a busca por treinos mais personalizados e alinhados aos objetivos individuais dos alunos.
“Não estamos seguindo uma moda. Estamos acompanhando uma transformação que já aparece nos números e no comportamento dos consumidores. As pessoas não querem apenas treinar. Elas querem cuidar da saúde de forma completa, conciliando performance, recuperação e qualidade de vida. Recovery é uma consequência natural dessa mudança”, afirma Renan Pedroche, fundador e CEO da Force One.
Brasil ainda tem amplo potencial de crescimento
O mercado brasileiro também apresenta espaço relevante para expansão. De acordo com o HFA Global Report 2025, elaborado com dados da ACAD Brasil e do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), o país contava com 41.332 academias ativas e 13,65 milhões de alunos matriculados em 2025. A penetração do setor alcançou 7% da população, o dobro do registrado em 2019.
Apesar do avanço, o índice ainda permanece distante de mercados mais maduros. Nos Estados Unidos, a penetração chega a 24,9% da população, enquanto no Reino Unido alcança 16,9%.
Para Pedroche, o crescimento do setor dependerá cada vez mais da capacidade das academias de compreender as novas demandas dos consumidores.
“O Brasil ainda tem muito espaço para crescer. Mas a próxima etapa não será apenas abrir mais academias. Será oferecer experiências mais completas. O consumidor passou a valorizar ambientes que cuidam da saúde de forma integral, e é nessa direção que estamos construindo a Force One”, conclui.

