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Milanezi & Rodrigues transforma gestão financeira em estratégia para encontrar lucro que já existe dentro das empresas

André Milanezi e Renan Rodrigues - Sócios - Créditos da foto: Divulgação

André Milanezi e Renan Rodrigues - Sócios - Créditos da foto: Divulgação

Com R$ 3 bilhões sob gestão e 165 CNPJs ativos, consultoria criada por André Milanezi e Renan Rodrigues aposta na combinação entre controladoria, dados e tecnologia própria para melhorar a tomada de decisão empresarial

A diferença entre uma empresa que fatura muito e outra que efetivamente gera resultado pode estar menos relacionada ao volume de vendas e mais à forma como o dinheiro é administrado. É a partir dessa premissa que a Milanezi & Rodrigues Consultoria Financeira vem ampliando sua atuação no mercado brasileiro, com uma proposta que vai além da organização de informações financeiras: identificar onde o dinheiro está sendo gerado, onde está sendo perdido e quais decisões podem melhorar o resultado do negócio.

Com 165 CNPJs ativos e aproximadamente 300 empresas atendidas ao longo de sua história, a M&R administra atualmente cerca de R$3 bilhões sob gestão. A empresa atua na análise de caixa, margens, rentabilidade, precificação, indicadores e estrutura financeira, buscando transformar dados empresariais em informações que possam efetivamente apoiar decisões de crescimento, expansão e gestão.

A trajetória da companhia começou com uma pergunta que permanece no centro do negócio: por que empresas que atuam em mercados semelhantes podem apresentar resultados financeiros tão diferentes? Ao longo dos anos, a resposta encontrada pela M&R passou menos pelo volume de vendas e mais pela qualidade da gestão financeira. Em 2026, essa visão ganhou uma nova dimensão, quando os sócios André Milanezi e Renan Rodrigues passaram a estruturar a empresa para atuar não apenas na organização e interpretação dos dados, mas também na busca ativa pelo resultado financeiro que já existe dentro das operações.

“Quando começamos, a M&R era uma consultoria que ajudava empresas a organizar as finanças e entender os próprios números. Hoje, a M&R é uma controladoria que entra na empresa, encontra o dinheiro que já está lá e mostra exatamente o que fazer com ele. Antes de buscar mais vendas, é preciso entender o que acontece com o dinheiro que já entra. Muitas vezes, o lucro que o empresário procura pode já estar dentro do próprio negócio”, afirma André Milanezi, sócio da Milanezi & Rodrigues.

Do sistema próprio à criação do Vyco

Uma das decisões mais importantes na história da M&R aconteceu em 2017, quando a empresa decidiu desenvolver um sistema financeiro próprio. Naquele momento, o investimento necessário para criar a tecnologia era elevado diante de uma receita ainda pequena, mas a decisão tinha um objetivo estratégico: não depender exclusivamente das limitações dos sistemas de terceiros.

A aposta evoluiu ao longo dos anos e, em 2025, deu origem ao Vyco, plataforma que atualmente é utilizada por dezenas de BPOs e consultores financeiros em diferentes regiões do Brasil. A tecnologia se tornou parte importante da estratégia da empresa para integrar dados, estruturar informações e ampliar a capacidade de análise financeira.

Para Renan Rodrigues, sócio da M&R, a tecnologia, entretanto, não substitui a qualidade da informação. Pelo contrário: quanto mais ferramentas uma empresa possui, maior é a necessidade de garantir que os dados utilizados sejam confiáveis.

“Uma empresa pode ter ERP, Power BI e sistemas integrados e ainda assim não conseguir responder perguntas básicas sobre o próprio negócio. O problema muitas vezes não está na quantidade de dados, mas na qualidade da informação na origem. Antes de buscar mais ferramentas, é preciso garantir que os dados que a empresa já possui são confiáveis e estão organizados para gerar decisões”, explica Renan Rodrigues.

A experiência também fez a M&R mudar a maneira como trabalha os dados dos clientes. Um dos principais aprendizados da trajetória da empresa foi não assumir como verdadeiras, sem validação, as informações recebidas das organizações. Atualmente, antes de qualquer diagnóstico, a companhia realiza processos internos de estruturação, conciliação e auditoria dos dados.

Faturamento não é sinônimo de resultado

Entre os problemas mais recorrentes identificados pela M&R estão caixa pressionado, baixa margem, dados desorganizados, precificação inadequada e falta de visão financeira por produto ou unidade de negócio. Em muitos casos, porém, o ponto que mais surpreende os empresários é justamente a diferença entre faturamento e caixa.

Uma empresa pode vender mais, aumentar seu faturamento e, ainda assim, terminar o período com menos dinheiro disponível. Isso pode acontecer quando há capital preso na operação, prazos inadequados de recebimento e pagamento, margens reduzidas ou decisões de precificação que não consideram corretamente todos os custos envolvidos.

Para André Milanezi, esse é um dos principais equívocos da gestão empresarial: tratar o faturamento como sinônimo de sucesso financeiro.

“O maior erro de gestão financeira que vejo nas empresas é confundir faturamento com resultado. A empresa fatura, não sobra, e o empresário não entende por quê, porque nunca parou para mapear o caminho do dinheiro dentro do próprio negócio. Faturamento é um número importante, mas o que realmente precisa receber atenção é aquilo que sobra e a margem que cada produto, serviço ou unidade de negócio efetivamente gera”, destaca.

Segundo o executivo, outro equívoco recorrente é acreditar que o crescimento, por si só, resolve problemas financeiros. Na prática, uma expansão sem estrutura pode aumentar custos, pressionar o caixa e reduzir a rentabilidade.

“Crescer não é necessariamente sinônimo de melhorar. Uma empresa pode vender mais, trabalhar mais e sobrar menos. Crescimento sem estrutura financeira para sustentar a operação pode ser apenas uma aceleração do problema. Antes de buscar novas vendas, precisamos entender se o negócio está ganhando dinheiro com aquilo que já vende”, completa André.

Controladoria como apoio à decisão

A atuação da M&R também procura diferenciar a gestão gerencial de outras funções já presentes nas empresas. Enquanto a contabilidade está concentrada nas obrigações fiscais e contábeis, a proposta da consultoria está voltada à interpretação gerencial das informações, com foco em caixa, margem, rentabilidade e tomada de decisão.

A empresa também não busca substituir equipes financeiras internas. A ideia é complementar a estrutura existente com uma visão externa e especializada, capaz de identificar inconsistências, padrões e oportunidades que podem passar despercebidos na rotina operacional.

O mesmo princípio vale para as ferramentas tecnológicas. Sistemas e plataformas são responsáveis por registrar e organizar informações, mas, na visão da M&R, a vantagem competitiva está na capacidade de transformar esses dados em decisões.

Essa combinação entre gestão financeira, controladoria, inteligência de dados e tecnologia deverá ganhar ainda mais espaço na estratégia da companhia nos próximos 12 a 24 meses. Entre os planos estão o crescimento da carteira de clientes, a expansão do modelo de atuação e a integração cada vez maior entre a consultoria e a tecnologia desenvolvida pela própria empresa.

A nova fronteira: inteligência artificial e qualidade dos dados

Outro movimento que deverá impactar a gestão financeira das empresas é a expansão da inteligência artificial. Para a M&R, entretanto, o avanço dessas ferramentas torna ainda mais importante um aspecto que muitas organizações ainda tratam como secundário: a qualidade dos próprios dados.

Com sistemas de IA cada vez mais capazes de analisar grandes volumes de informação, a vantagem tende a estar menos na ferramenta utilizada e mais na capacidade de uma empresa de gerar, organizar e contextualizar informações corretas.

“A inteligência artificial vai ampliar muito a capacidade de análise, mas ela não elimina a necessidade de contexto e de informação confiável. Quem conseguir organizar bem os próprios dados e gerar os contextos corretos para alimentar essas ferramentas terá uma vantagem competitiva real. A tecnologia pode acelerar a análise, mas uma decisão ruim continua sendo ruim se estiver baseada em uma informação errada”, afirma Renan.

É essa combinação entre experiência financeira, qualidade dos dados e tecnologia que sustenta a próxima etapa da Milanezi & Rodrigues. A empresa, que começou ajudando negócios a compreender seus números, passa a posicionar a gestão do resultado como centro da estratégia: não apenas saber quanto a empresa vende, mas entender exatamente o que acontece com cada real que entra no negócio.

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