Automação, integração de sistemas e soluções personalizadas ganham espaço nas estratégias das empresas do setor
A busca por produtividade e maior controle dos processos tem levado a indústria têxtil a revisitar suas operações e acelerar investimentos em tecnologia. Para além de ampliar a capacidade produtiva, o foco está em produzir melhor, com menos desperdício, mais previsibilidade e maior qualidade nas entregas.
Dados recentes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) indicam que o setor segue entre os mais relevantes da indústria nacional, com faturamento que ultrapassa R$ 200 bilhões em 2025. Ao mesmo tempo, o desafio de elevar a competitividade permanece no centro dos principais objetivos, especialmente diante da pressão por custos e da necessidade de acompanhar um mercado que muda constantemente.
A transformação digital, impulsionada pelos conceitos da Indústria 4.0, tem redesenhado o papel da tecnologia dentro das fábricas. Para Fábio Kreutzfeld, CEO da Delta Máquinas Têxteis, a atualização dos equipamentos é um dos principais pontos de virada para as empresas do setor. “A tecnologia têxtil hoje não se limita à máquina em si. Ela envolve todo um ecossistema de processos, integração e análise de dados que permite à indústria operar com mais precisão, agilidade e segurança”, afirma.
Entre os impactos mais relevantes está o aumento da vida útil dos equipamentos, viabilizado pelo monitoramento constante e pela capacidade de antecipar falhas. Com isso, as indústrias reduzem custos com manutenção corretiva, evitam paradas não programadas e ganham eficiência operacional.
A redução de desperdícios e a personalização das soluções também têm ganhado protagonismo. A adoção de projetos desenvolvidos de acordo com o layout fabril e as necessidades específicas de cada operação contribui para a fluidez produtiva e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, seja na economia de energia e água, seja no melhor aproveitamento de matéria-prima, por exemplo. “Temos referências práticas de empresas que tiveram um corte de R$ 15 mil nos seus custos operacionais ao investir em automação. E vários outros casos de otimização de tempo de testes em malhas e tecidos, antes feitos em 4 horas e agora em 15 minutos, além de reduções de até 75% no consumo de água nos processos”, comenta Fábio.
A integração de software é outro diferencial cada vez mais presente nas indústrias. Soluções conectadas ao ERP e a outros sistemas de gestão permitem maior rastreabilidade, controle de produção e alinhamento entre diferentes áreas da empresa, tornando a gestão mais ágil e preditiva. “Quando a indústria passa a ter visibilidade sobre os dados, ela consegue tomar decisões mais rápidas e assertivas. Isso impacta diretamente na rentabilidade e na qualidade final do produto. Atualizar o parque fabril não é apenas uma questão de tecnologia, mas de posicionamento de mercado”, conclui o CEO da Delta Máquinas Têxteis.
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