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Mulheres lideram a gestão de viagens corporativas no Brasil, com avanço da automação e uso crescente de IA, diz pesquisa

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Pesquisa da Paytrack com apoio da ALAGEV mostra predominância feminina na função, avanço da automação e concentração de gestores à frente de orçamentos anuais superiores a R$ 20 milhões em viagens corporativas

A gestão de viagens corporativas vem ganhando relevância dentro das empresas e consolidando um perfil profissional mais estratégico, ligado a controle de orçamento, uso de tecnologia e apoio à tomada de decisão. É o que mostra a pesquisa “Panorama do Gestor de Viagens no Brasil (2026)”, realizada pela Paytrack em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas – ALAGEV. O levantamento identificou uma função majoritariamente feminina, concentrada em profissionais entre 35 e 44 anos e cada vez mais conectada à agenda de eficiência e digitalização das companhias.  

Para Pedro Góes, CEO da Paytrack, a pesquisa retrata uma mudança importante no papel desse profissional. “Os dados mostram que a gestão de viagens deixou de ser vista apenas como uma atividade operacional. Hoje, esse profissional precisa lidar com orçamento relevante, buscar eficiência, apoiar decisões com dados e garantir aderência à política da empresa, sem perder de vista a experiência do viajante. É uma função que ganhou densidade e passou a ocupar um espaço mais estratégico nas organizações”, afirma. 

De acordo com a pesquisa, 84% dos gestores de viagens são mulheres e 50% têm entre 35 e 44 anos. Em relação à formação, 56% vieram de áreas como Administração, Economia e Contabilidade, enquanto 22% têm formação em Turismo e Hotelaria. Os dados apontam para uma função que combina conhecimento operacional e visão de negócio, em um contexto em que o gestor passou a ser mais demandado em relação a resultados tangíveis, governança e produtividade.  

O peso estratégico da função também aparece no volume de recursos administrados. Segundo a pesquisa, 30% dos profissionais gerenciam mais de R$ 20 milhões por ano em viagens corporativas, enquanto 28% administram entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões e outros 28%, entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.  

Em relação às frentes de trabalho contempladas por essa posição, a pesquisa mostra que a gestão de viagens já não se limita à organização de deslocamentos corporativos. Apenas 19% dos respondentes atuam exclusivamente com essa atividade. Entre os demais, 26% acumulam responsabilidades com eventos, 14% com facilities e 10% com compras, indicando uma ampliação do escopo da função dentro das empresas.  

Esse movimento ajuda a explicar por que a área vem ganhando espaço em decisões relacionadas a orçamento, políticas internas e experiência do colaborador. Também reforça a percepção de que o travel manager passou a operar de forma mais transversal, dialogando com diferentes áreas da organização. 

O estudo também revela que a digitalização já faz parte da rotina da área, embora ainda em estágios distintos. Entre os respondentes, 51% classificam o nível de automação dos processos de viagens em suas empresas como intermediário, 23% apontam alta automação e 10% afirmam já operar em um ambiente totalmente automatizado e integrado. Ao mesmo tempo, 51% dizem que digitalização e automação de processos serão o principal foco de investimento ou esforço ao longo de 2026.  

A inteligência artificial também começa a se consolidar de forma prática. Segundo a pesquisa, 48% dos profissionais usam IA pontualmente para criação de textos e comunicações, enquanto 42% recorrem à tecnologia para análise de dados, resumos de relatórios e geração de insights.  

Na avaliação de Góes, esse cenário mostra que a tecnologia passou a ser parte da estrutura de trabalho da área, e não apenas um apoio pontual. “A automação e a inteligência artificial vêm ampliando a capacidade analítica e operacional do gestor de viagens. Esse profissional precisa cada vez mais transformar informação em ação, identificar oportunidades de economia de forma preditiva, dar visibilidade ao que está acontecendo e responder mais rápido às demandas do negócio”, diz. 

Apesar do avanço tecnológico, os desafios da função continuam concentrados em eficiência e governança. A redução de custos aparece como principal prioridade para 29% dos respondentes, seguida por compliance da política de viagens (20%) e falta de integração entre sistemas (17%).  

Na tomada de decisão, a pesquisa mostra equilíbrio entre referências externas e informações internas: 26% citam benchmarking de mercado, 25% mencionam métricas e indicadores próprios, e 24% apontam tanto o feedback dos viajantes quanto as diretrizes da liderança executiva como embasamento para ajustes de política e decisões da área.  

De acordo com Paola Roberta Bottan Martins, analista de Facilities Sênior da BBM Logística, outro ponto importante é que olhar só para corte de custos já não é suficiente. “Hoje, o gestor de viagens deixou de ser operacional e passou a ter um papel mais estratégico, com pressão por eficiência, governança e decisões baseadas em dados. Não é mais só sobre reduzir custos, é preciso equilibrar isso com a experiência do viajante e com os objetivos do negócio. Com o uso de tecnologia, as empresas conseguem tomar decisões mais precisas e transformar a gestão de viagens em uma alavanca estratégica de valor”, enfatiza.  

Nesse contexto, a Paytrack também tem avançado no desenvolvimento de ferramentas voltadas à análise de dados e apoio à decisão. Entre elas está o TEO Insights, um agente de IA conversacional que cruza dados operacionais com referências de mercado para gerar diagnósticos estratégicos, e o Price Tracking, que acompanha a variação das tarifas aéreas por rota e antecedência de compra, com base no histórico dos últimos 60 dias e em projeções para os próximos 30. Com esse tipo de visibilidade, os gestores passam a entender melhor o comportamento dos preços, antecipar movimentos do mercado e planejar suas decisões de compra com mais consistência. 

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