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Multinacional argentina amplia estratégia no Brasil e projeta expansão para os próximos dez anos

Créditos da foto: Divulgação

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NOVA, referência em biotecnologia na América Latina, aposta no potencial do agronegócio brasileiro para alavancar negócios e desenvolver novas soluções; projeção é faturar R$ 600 milhões

Consolidada na Argentina, onde registra faturamento anual de cerca de US$ 110 milhões e participação de aproximadamente 23% no mercado de biológicos, a NOVA chega aos cinco anos de operação no Brasil mirando uma nova etapa de crescimento. Especializada no desenvolvimento de soluções biotecnológicas para a nutrição e proteção de cultivos, a companhia estrutura um plano de expansão no país, com novas tecnologias e a busca por parcerias estratégicas para ampliar sua presença no mercado brasileiro.

Para alcançar esse patamar, a estratégia combina ampliação da equipe comercial, fortalecimento de alianças estratégicas com distribuição e negócios B2B, desenvolvimento de novas tecnologias, formação de parcerias de longo prazo e, futuramente, a possibilidade de estabelecer uma estrutura industrial no país. “O Brasil é o maior mercado do mundo e é o principal foco de desenvolvimento estratégico para a nossa companhia em nível mundial”, diz Elian Porta, CEO da NOVA do Brasil.

A expansão, no entanto, deverá ocorrer de forma gradual. Segundo o executivo, a multinacional não pretende acelerar as vendas a qualquer custo, mas, sim, construir uma operação estruturada e sustentável. A ideia é acompanhar o desenvolvimento do mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, manter o equilíbrio financeiro do negócio.

Caso o mercado responda positivamente, no horizonte de uma década, a empresa projeta que seria possível alcançar um faturamento de pelo menos R$ 600 milhões no Brasil. “Grande parte dos nossos investimentos é realizada com capital próprio, seguindo o modelo adotado na Argentina. O crescimento será condicionado ao comportamento do agro e à capacidade de manter uma operação financeiramente equilibrada”, resume o CEO da NOVA Brasil.

Estrutura no Brasil

Desde a sua chegada ao Brasil, a NOVA vem construindo uma estrutura voltada à importação, distribuição e comercialização de tecnologias agrícolas, apoiada por equipes técnicas e comerciais nas principais regiões produtoras. A sede brasileira está localizada em Londrina (PR), onde a companhia mantém um laboratório de última geração, cadastrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), no qual realiza análises de qualidade, testes de compatibilidade e avaliações de concentração, pureza e viabilidade de produtos biológicos.

Na mesma área, a empresa também conta com um grande centro de distribuição. A estrutura logística inclui ainda unidades no Maranhão, Goiás, São Paulo e Ceará, com o objetivo de formar uma das cadeias de distribuição mais rápidas e responsivas às necessidades e ao ritmo de consumo do mercado brasileiro. Atualmente, a NOVA já está presente nas principais regiões produtoras de soja e milho, com atuação mais concentrada no Centro-Oeste e no Norte do país. Agora, a companhia acelera a expansão comercial no Paraná e em parte de São Paulo, com a perspectiva de ampliar gradualmente sua presença em outras regiões.

A estratégia tem como um de seus pilares a construção de parcerias de longo prazo com empresas locais. Segundo o CEO, o objetivo é reproduzir no Brasil, de forma gradual, o modelo de distribuição consolidado pela companhia na Argentina, onde a NOVA mantém relacionamento com mais de 500 distribuidores, com uma média de 26 anos de parceria. “Nosso pilar de crescimento no Brasil é estabelecer parcerias duradouras, baseadas no respeito mútuo, na ética empresarial e em práticas sustentáveis. Queremos construir, nos próximos anos, um sistema de distribuição semelhante ao que temos na Argentina”, comenta Porta.

Tecnologia como eixo da expansão

A matriz na Argentina reúne em seu portfólio soluções para diferentes etapas do manejo agrícola. Isso inclui defensivos agrícolas, adjuvantes, adubos minerais e organominerais especiais, inoculantes, bioestimulantes, produtos para controle biológico, enzimas industriais, produtos para combate a incêndios, além da prestação de serviços no tratamento de sementes de gramíneas e forrageiras.

A estrutura global da empresa está dividida em unidades comerciais especializadas, como a AGRONOVA, voltada a defensivos agrícolas e adjuvantes; a BIONOVA, dedicada às tecnologias biológicas; a FERTINOVA, focada na produção de adubos e fertilizantes especiais; a MÁSNOVA, equipada com maquinário de última geração para o tratamento de sementes de gramíneas e forrageiras. Nessa unidade também são desenvolvidas tecnologias para o combate a incêndios. Já a ENZINOVA é direcionada ao desenvolvimento de enzimas e bioinsumos de terceira geração.

Essa última unidade amplia a atuação da companhia para além do agro, com tecnologias aplicadas também a segmentos como alimentação, nutrição animal, construção civil, biocombustíveis, indústria de extração de petróleo, indústria têxtil e farmacêutica, com acesso comercial a diferentes países, como a China.

No Brasil, no entanto, uma das principais frentes da NOVA é ampliar o uso da biotecnologia na agricultura. Para a companhia, o mercado de biológicos tem grande potencial de crescimento, especialmente com a expansão de soluções que vão além do controle biológico. “A estratégia é avançar em tecnologias que atuem sobre processos fisiológicos e nutricionais das culturas, ajudando a enfrentar estresses climáticos e limitações nutricionais comuns às condições dos solos brasileiros, ampliando o espaço dos bioinsumos dentro dos sistemas”, detalha Porta.

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