
*Por Laura Porto, Mentora Organizacional, Escritora, Poeta e Produtora Cultural
Estamos acostumados a todos os jeitinhos e deslizes brasileiros.
Estamos fortalecidos pela ideia de que tudo pode ser feito e ajustado conforme nossos desejos.
Essa é uma premissa que carregamos enquanto humanidade: queremos amar, queremos dinheiro, queremos ser e estar em todos os lugares — em todas as formas de visibilidade.
É tempo de entender, não de julgar.
É tempo de serenidade e força.
E sempre é tempo de não subestimar a inteligência alheia.
Culturalmente, nosso lindo povo brasileiro tem a tendência de acreditar que pode, estrategicamente, usar ideias, ações, falas e conhecimentos como bem entender — como se fosse dono de tudo ou simplesmente como se tudo no mundo pertencesse a todos.
Mas não é?
Claro que sim! Vivemos em um mundo onde quase tudo está disponível para todos: informação, tecnologia, oportunidades, pessoas e até recursos financeiros. Mas o que não está aberto ou disponível para todos são os sentimentos de cada um, o acúmulo de experiências e os ensinamentos individuais que cada um tem, e que formam sua performance intelectual.
Não são raros os momentos em que compartilhamos vivências e experiências.
Mas o que cada um carrega dentro de si é real, vivo e único.
E, por esse motivo, nenhum ser humano deveria subestimar esse “bloco de vida” do outro.
Temos trilhões de pessoas no planeta — todas diferentes umas das outras.
Todas com seus contextos de vida, com suas histórias, suas bagagens. Menosprezar e subestimar essas vidas é burrice, crendice, deselegante e lastimável.
Não raros momentos, dividimos vivências e experiências, mas o que cada um carrega dentro de si é real, vivo e único. E por esse motivo nenhum ser humano deveria subestimar esse bloco de vida do outro ser humano.
Nem todo mundo é expert em tudo.
Nem todo mundo é ignorante em tudo.
Nem todo mundo sente tudo — ou não sente nada.
E é exatamente por isso que subestimar a inteligência alheia é uma perda de tempo.
Achar que se está levando alguma vantagem nisso é apenas ilusão.
Pessoas pensam, sentem e agem.
Isso nunca muda.
O que muda é a forma de pensar, sentir e agir.
