
São Paulo, 16 de setembro de 2025 – Eduardo Camargo, cofundador de duas empresas históricas na publicidade brasileira, a Colmeia e a Mutato, está de volta ao mercado com um tiro de flecha: Diana, primeira agência criativa brasileira a se autodefinir como um venture studio de cultura.
Diferente de qualquer outra do setor, Diana nasceu diante do público. Antes mesmo de abrir oficialmente as portas, Camargo compartilha diariamente posts sobre o processo de construção da agência. Até hoje, já foram quase 50 posts no LinkedIn revelando hipóteses, dilemas e decisões estratégicas. O movimento, conhecido como Build in Public, é lugar-comum em startups, mas praticamente inédito no universo da publicidade.
Diana aposta em um modelo Club Agency, que funciona como um clube de clubes. No salão, é uma agência criativa que atende marcas com projetos estratégicos, campanhas e entregas consistentes. Já na cozinha, opera também como um venture studio, capaz de transformar esses relacionamentos em empreendimentos de longo prazo. No cerne da ideia de Clube está a materialização de comunidades criativas através de uma Rede Fracionada de Talentos, que, via memberships rigorosas e exclusivas, colaboram nos projetos e campanhas da agência. E por falar em campanhas, indo além da lógica de centros de custo que evaporam em semanas, Diana propõe a construção de ativos culturais que permanecem: séries, podcasts, longas, games, múltiplos formatos de conteúdo, experiências presenciais, produtos físicos e digitais e plataformas capazes de gerar valor contínuo para marcas, creators e empresas de mídia e tecnologia. No centro do modelo estão a hospitalidade radical, a governança de comunidades e a monetização de ativos culturais, combinando criatividade cultural e infraestrutura tecnológica, onde a inteligência artificial não substitui o humano, mas ajuda a pensar melhor e a prototipar ideias com velocidade.
“Diana é uma agência que escolhe, não é escolhida. Poucos slots para clientes, ventures, empreendimentos, projetos e sócios. É uma fusão genética entre um restaurante Michelin 2 estrelas, e uma feijoada numa laje da Rocinha que você só chega se for convidado”, exemplifica o fundador.
O projeto já nasce reunindo nomes consagrados e referências em suas áreas, formando um núcleo de liderança inédito e majoritariamente feminino.
Debora Nitta, ex-Diretora de Global Customer Marketing para a América Latina na Meta e ex-Chief Strategy Officer da WMcCann, onde construiu uma carreira de mais de 12 anos, assume como Chief Transformation Officer. Com mais de 25 anos de experiência no setor de Marketing e Comunicação, a executiva acumula passagens por algumas das principais agências e empresas do mercado, incluindo Talent, Lew’Lara\TBWA e Salles. Reconhecida por sua capacidade de liderar equipes diversas e de alta performance, Debora soma ao currículo 18 Effie Awards, o título de Women to Watch em 2018 e o Caboré em 2019, além de um Cannes Lion de Bronze conquistado em 2022 pelo projeto global “Ads for Equality”, da Meta.
Ana Paula Passarelli, empreendedora à frente da Brunch, primeira agência de criadores e influência a se tornar parceira do PActo Global da ONU, e que cunhou o termo “Influência com Propósito” no mercado brasileiro, assume a vice-presidência de Creator Economy, trazendo sua experiência de mais de uma década na transformação do marketing de influência e consolidando uma convergência estratégica entre Brunch e Diana.
Gabriela Moura, primeira mulher negra brasileira premiada em Cannes como diretora de criação, reforça a liderança criativa; Karine Rossi, criadora do festival Mercado Manual e do Mercado Circular, lidera o Clube de Regeneração; Janaina Bezerra, figura central da Mutato por mais de uma década, assume como Chief Dreamweaver, responsável por transformar em prática o conceito de hospitalidade radical; e Liza Dornelles, com passagens por Mutato, Nubank, Meta e YouTube, ocupa a vice-presidência de Operações.
Ao lado delas, MM Izidoro (Mamá), roteirista, diretor e produtor com projetos para Viola Davis, Emicida e Globoplay, lidera a vice-presidência de Culturas Brasileiras, enquanto Marcel Jientara, fundador da Alana AI — premiada pela The Next Web e pelo South Summit — responde como Chief Product & AI Officer.
A missão da Diana é clara: substituir campanhas efêmeras por ativos culturais que se valorizam com o tempo. Para Camargo, esse é o caminho para alinhar criatividade e negócios em um mundo saturado por métricas de vaidade. “Enquanto outros alugam atenção, nós construímos ativos que permanecem. É mais difícil, mas é o que deixa rastro positivo na cultura. A diferença está em criar algo que as pessoas escolhem gastar seu tempo de vida com, e não apenas algo que desaparece em trinta dias”, explica.
Outro pilar é a Creator Economy, que movimenta centenas de bilhões de dólares globalmente, mas ainda carece de maturidade no Brasil. A Diana quer contribuir para virar esse jogo, oferecendo não apenas campanhas ou colaborações pontuais, mas construindo empreendimentos junto a criadores, marcas e empresas de mídia e tecnologia com participação societária, governança e visão de longo prazo.
Esse olhar também se manifesta na defesa das muitas culturas brasileiras. A agência parte da convicção de que não existe uma narrativa única para o mercado: o Brasil é feito de contrastes, de fé, festa, família e fofoca; de ancestralidade indígena e negra, mas também de inovação em tecnologia e negócios. Ao abraçar essas contradições, a Diana assume a postura de paradoxo em movimento, transformando diversidade em vantagem competitiva e identidade de marca.
Para Camargo, a Diana é fruto de aprendizados acumulados ao longo de 51 anos de vida e também de uma convicção espiritual:
“Não é só uma agência, é uma Deusa que nos guia. Não nasceu apenas de planilhas e estratégias, mas de intuição, ancestralidade e fé na cultura como força transformadora. É um projeto conduzido por mulheres consagradas, que me ensinam todos os dias a olhar para frente sem esquecer as raízes. Quando falo em futuro ancestral, é disso que se trata: de erguer algo novo sem apagar o que nos trouxe até aqui. Diana é escolha, não é acaso. É flecha apontada para construir legado”, afirma.
Instalada propositalmente na Faria Lima, em São Paulo, Diana é ponte entre o capital financeiro e a cultura brasileira, através de empreendimentos economicamente e socialmente sustentáveis. A agência chega ao mercado com slots limitados de clientes e empreendimentos, reforçando a ideia de escassez como sinônimo de excelência, privilegiando relações de longo prazo e de igual para igual.
Sobre a Diana
Diana é uma agência criativa, com DNA de uma creativetech, uma CULTURETECH, um venture-studio de culturas brasileiras. Como agência criativa, tece relacionamentos duradouros com marcas, creators e empresas de mídia e tecnologia corajosas e visionárias, desenvolvendo e produzindo IPs culturais brasileiras, além de incorporar participações societárias em negócios férteis entre marcas, creators, empresas de mídia e de tecnologia. Fundada por Eduardo Camargo, fundador e ex-CEO e CCO da Colmeia e da Mutato, e Debora Nitta, ex-Diretora Senior de Global Customer Marketing LATAM na Meta e ex-CSO da WMcCann, onde esteve por mais de 12 anos. A agência nasceu em público, construída ao longo de dezenas de posts no LinkedIn que testaram hipóteses, atraíram talentos e validaram sua tese de negócio. Com sede em São Paulo, Diana é uma agência criativa e um venture studio simultaneamente, que transforma orçamentos de marketing em ativos culturais que apreciam no tempo. Sua liderança é majoritariamente feminina e reúne nomes de peso da indústria criativa brasileira.








