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Sustentabilidade

No Dia Mundial do Meio Ambiente, marca brasileira se destaca ao transformar mais de 8 toneladas de redes de pesca em moda sustentável

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Marulho, marca de design sustentável - Crédito da foto: Divulgação
Marulho, marca de design sustentável – Crédito da foto: Divulgação

Marulho transforma resíduos de pesca em produtos sustentáveis, contribuindo para a proteção dos oceanos e geração de renda local

São Paulo, maio de 2025 – Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, uma iniciativa brasileira chama a atenção por oferecer uma resposta aos desafios da poluição plástica nos oceanos. A Marulho, marca de design sustentável, já redestinou mais de 8 toneladas de redes de pesca descartadas, um dos resíduos mais nocivos à fauna marinha, transformando esse material em bolsas, sandálias e acessórios que aliam apelo ambiental, identidade local e impacto social.

Segundo dados da FAO e da Ocean Conservancy, cerca de 640 mil toneladas de equipamentos de pesca (como redes, boias e anzóis) são perdidos ou abandonados nos oceanos todos os anos. Esse tipo de resíduo, conhecido como “pesca fantasma”, representa cerca de 10% do lixo plástico marinho mundial e pode levar até 600 anos para se decompor, fragmentando-se em microplásticos e contaminando cadeias alimentares. No Brasil, estima-se que mais de 211 toneladas de redes de pesca sejam descartadas no mar anualmente, com impacto direto sobre cerca de 69 mil animais marinhos por dia, incluindo tartarugas, baleias e aves costeiras, segundo estudos do Instituto Oceanográfico da USP e do WWF.

Diante desse cenário surge proposta da Marulho: coletar redes abandonadas em regiões costeiras, redestiná-las e transformá-las em novos produtos por meio de um processo artesanal e comunitário. Mais de 50 mil peças já foram produzidas, e a iniciativa gerou mais de R$ 500 mil em renda direta para grupos locais envolvidos nas etapas de coleta, limpeza e reaproveitamento dos materiais.“O lixo marinho é um dos maiores desafios da atualidade. Com a Marulho, buscamos mostrar que é possível criar soluções concretas a partir de resíduos altamente danosos, envolvendo as comunidades e promovendo economia circular”, explica Samara Oliveira, oceanógrafa e uma das gestoras da marca.

A iniciativa é especialmente relevante às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente. Criada pela ONU em 1972, a data tem como objetivo chamar atenção para os principais problemas ambientais do planeta. Em 2024, o tema definido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) foi “Restauração de terras, desertificação e resiliência à seca”, refletindo a urgência da recuperação dos ecossistemas degradados. A atuação da Marulho, no entanto, aponta para uma restauração que vai além do solo: a dos mares. Ao retirar redes do oceano e evitar que esse plástico continue causando danos, a marca contribui diretamente para a proteção da biodiversidade marinha, e ainda propõe um novo olhar para o consumo, mais consciente, local e sustentável.

Sobre a Marulho

A Marulho é uma empresa fundada em 2019 por Beatriz Mattiuzzo, com sede em Ilha Grande, dedicada à produção de produtos sustentáveis feitos a partir de redes de pesca descartadas, incluindo bolsas, mochilas, sacolas, fruteiras e pochetes, entre outros. Comprometida com a responsabilidade social, a Marulho destina 43% do valor de cada produto diretamente aos redeiros e costureiras, fortalecendo a economia local e trabalhando em estreita colaboração com a comunidade caiçara. Para mais informações, acesse: www.fazermarulho.com.br.

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