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Novo Estatuto da Segurança Privada: um marco para profissionalização e combate à clandestinidade no setor

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Alexandre Chaves-Créditos da foto: Divulgação
Alexandre Chaves-Créditos da foto: Divulgação

Com a sanção da Lei 14.967/2024, o Brasil inaugura uma nova era na segurança privada. Substituindo uma legislação defasada de 1983, o novo Estatuto amplia o escopo de fiscalização, estabelece regras claras e transfere à Polícia Federal a responsabilidade de autorizar e monitorar todas as atividades do setor.

A regulação alcança segmentos como transporte de valores, escolta armada, monitoramento eletrônico, segurança pessoal, eventos e unidades de conservação ambiental. Com isso, empresas que até então operavam de forma informal ou sem padrões mínimos de qualidade deverão se adequar a exigências como capital social mínimo, cadastro de funcionários e envio regular de dados operacionais.

Essa profissionalização traz desafios, principalmente para pequenas empresas que precisarão investir em compliance, estrutura e processos. No entanto, representa também uma janela de oportunidade: um mercado mais seguro, confiável e transparente atrai clientes mais exigentes, permite maior previsibilidade jurídica e reduz o espaço para concorrência desleal.

Ao coibir a atuação de autônomos e cooperativas informais, o Estatuto abre caminho para a valorização do profissional de segurança e para a integração com a segurança pública. Mais do que uma medida regulatória, a lei cria condições para que o setor se torne um aliado estratégico no enfrentamento à criminalidade.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), o setor de segurança eletrônica faturou R$ 12 bilhões em 2023, com crescimento médio anual de 13,7%.

Em 2024, o faturamento já alcança R$ 14 bilhões. O Brasil possui mais de 33 mil empresas atuando na área, monitorando 12 milhões de imóveis e gerando mais de 1 milhão de empregos diretos e 3 milhões indiretos. Esses números reforçam o peso econômico do setor e a importância de uma regulamentação robusta.

Internacionalmente, mercados regulados mostram que o ganho é coletivo. Na Europa, a certificação obrigatória, o treinamento permanente e o controle de acesso ao mercado são práticas que reduziram incidentes, elevaram a confiabilidade dos serviços e criaram ambientes favoráveis ao investimento. Iniciativas como o International Code of Conduct (ICoCA) mostram como normas claras fortalecem direitos, governança e eficiência.

No Brasil, espera-se que o novo Estatuto contribua para reduzir a clandestinidade, aumentar a segurança da população e impulsionar um setor com potencial de gerar empregos qualificados, tecnologia e serviços de alto valor agregado.

A regulação não é um entrave, é um catalisador. Para os empreendedores, representa a chance de atuar em um mercado mais sólido, competitivo e legitimado. Para a sociedade, é o caminho para serviços mais seguros, fiscalizados e profissionais. Um passo estratégico rumo à modernização da segurança privada no Brasil.

“O novo Estatuto cria uma janela de oportunidade para os empreendedores que estiverem dispostos a se posicionar com governança e gestão. É o momento ideal para estruturar negócios sólidos, com processos, compliance e qualidade, que possam atrair a atenção de grupos estratégicos nacionais e internacionais interessados em investir no Brasil.

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