Medicamento indicado para diabetes tipo 2 e amplamente utilizado para controle de peso exige acompanhamento médico e abordagem integrada para melhores resultados
O Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, é um medicamento originalmente indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e que ganhou destaque também no manejo da obesidade e do sobrepeso. Assim como outros análogos de GLP-1 disponíveis no mercado, ele atua na regulação do apetite e do metabolismo glicêmico. No Brasil, a medicação só pode ser adquirida mediante prescrição médica especial, com retenção de receita, e seu uso deve ser acompanhado por profissional habilitado.
Segundo o médico Joaquim Menezes, fundador e sócio do Instituto Evollution, o medicamento pode trazer resultados mais consistentes quando associado a um protocolo metabólico estruturado. “O Mounjaro reduz o apetite, mas não substitui estratégia. Quando combinamos a medicação com ajustes metabólicos inteligentes, o resultado é muito mais eficiente e sustentável”, afirma.A seguir, o especialista lista cinco orientações que podem potencializar os efeitos do tratamento.
Cardio leve em jejum por 15 a 25 minutos
A prática de atividade aeróbica leve pela manhã, antes da primeira refeição, pode favorecer a mobilização de gordura, já que os níveis de insulina tendem a estar naturalmente mais baixos nesse período. A recomendação não envolve treinos intensos, mas caminhadas rápidas ou elíptico em intensidade moderada. “Não é sobre exaustão. É sobre sinalizar ao corpo que ele pode usar gordura como fonte de energia”, explica o médico.
Ingestão de proteína ao acordar (20 a 30g)
Mesmo na ausência de fome, a ingestão adequada de proteína logo pela manhã pode estimular a termogênese, proteger a massa magra e contribuir para uma perda de peso mais qualificada. “Muita gente perde peso, mas não necessariamente gordura. A proteína ajuda a preservar músculo e evita aquela flacidez associada à perda inadequada de massa magra”, comenta Joaquim Menezes.
Consumir fibra antes do carboidrato
Alimentos como couve, maçã, chia e aveia formam um gel no trato digestivo que reduz picos glicêmicos e pode amenizar sintomas como náuseas, tontura e fome desregulada, efeitos que podem ocorrer durante o uso da medicação. “A fibra funciona como um modulador metabólico. Ela organiza a resposta do organismo aos carboidratos”, destaca o especialista.
Eletrólitos e palatinose antes do treino
A combinação pode ajudar a prevenir fraqueza e tontura, além de melhorar o desempenho físico. Embora o Mounjaro reduza o apetite, ele não tem como objetivo comprometer a performance. “O medicamento diminui a fome, não a capacidade de treinar. Ajustar eletrólitos e energia antes do exercício mantém o rendimento e reduz desconfortos”, afirma o médico.
Hidratação adequada: pelo menos 2,5 litros de água por dia
A ingestão insuficiente de líquidos pode intensificar efeitos colaterais astrointestinais. Manter-se hidratado é parte fundamental do protocolo. “Quem hidrata corretamente tende a apresentar menos efeitos adversos e melhor adaptação ao tratamento”, ressalta Joaquim Menezes.
Para o médico, a combinação entre medicamento, alimentação estratégica, exercício e hidratação é o que “destrava” o resultado. Ele reforça, no entanto, que qualquer ajuste deve ser feito sob orientação profissional. “O Mounjaro é uma ferramenta poderosa, mas precisa estar inserido em um plano individualizado. Não existe fórmula pronta, existe acompanhamento adequado.” A orientação médica é indispensável tanto para a prescrição quanto para o monitoramento do tratamento, garantindo segurança e eficácia no uso do medicamento.

