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O custo invisível da subutilização do SAP nas empresas: seis caminhos para superar esse desafio

Jenner Marques-Créditos da foto: Divulgação
Jenner Marques-Créditos da foto: Divulgação

Por Jenner Marques, CEO da EVOX

Se você investe (ou deseja investir) em um Sistema de Gestão Empresarial (ERP) com a robustez da tecnologia SAP, já sabe o quanto isso representa para sua empresa em termos de estratégia. Isso porque o investimento também demanda tempo, recursos e um esforço considerável na implementação. 

No entanto, passados alguns meses ou anos, a realidade aponta um cenário preocupante: a sensação de estagnação, pelo fato que a maioria das empresas opera com apenas uma fração do que a tecnologia SAP pode entregar. Processos continuam travados, relatórios demandam esforço manual e oportunidades de automação seguem ignoradas. Isso é mais comum do que parece.

E isso está custando caro. Ou seja: a subutilização impõe um custo invisível, porém significativo, ao desempenho e à competitividade das empresas.

Segundo um estudo da Forrester Research, apenas 11% das empresas afirmam utilizar plenamente as funcionalidades do seu ERP. A subutilização é generalizada, silenciosa, mas altamente dispendiosa.

O SAP, reconhecidamente uma das plataformas mais abrangentes e estratégicas do mercado, é por vezes tratado (erroneamente) com o papel de sistema de retaguarda. É um tratamento que significa desperdício de capacidade analítica, operacional e de suporte à decisão. 

Assim, podemos confirmar que o problema não está na tecnologia, está na forma como ela é explorada dentro das organizações.

Esse cenário ganhou um tom emergencial com as novas movimentações da própria SAP:

Como “turbinar” o SAP: seis caminhos para liberar todo o seu potencial

Diante do cenário mencionado, torna-se crucial adotar uma postura proativa para extrair o máximo potencial do SAP a partir de seis caminhos:

1. Revisite os componentes  instalados e faça um inventário de uso real: muitas empresas têm licenças ativas de componentes que nunca foram implementados de fato ou que estão sendo subutilizados. Um inventário detalhado pode revelar funcionalidades prontas para serem ativadas e utilizadas, demandando apenas treinamento.

2. Integre o SAP com ferramentas modernas de análise de dados e Business Intelligence (BI):  a verdadeira inteligência do SAP se manifesta quando seus dados “alimentam” paineis de análise estratégica, transformando informações operacionais em insights para decisões de valor agregado. 

3. Automatize processos repetitivos com robotização e com Inteligência Artificial (IA) embarcada: a incorporação de Automação Robótica de Processos (RPA) e IA pode reduzir significativamente o tempo de tarefas repetitivas como faturamento, conciliação bancária, aprovações e geração de relatórios. Consequentemente, libera os profissionais para atividades mais estratégicas.

4. Adote uma cultura de evolução contínua: A adoção das soluções da SAP habilita uma jornada de evolução contínua. Criar um roadmap de evolução, com ciclos trimestrais de melhorias, garante agilidade nas respostas para as necessidades do mercado e aderência às mudanças do negócio.

5. Invista em capacitação interna e treinamentos recorrentes: a subutilização muitas vezes decorre do desconhecimento. Promova workshops, trilhas de capacitação e cursos no formato presencial ou e-learning, para implantar a cultura do aprendizado vitalício em competências técnicas e gerenciais.

6. Avalie a migração para S/4HANA com base em valor (e não por obrigação): a migração para o S/4HANA precisa ser uma decisão estratégica, baseada nos ganhos potenciais de performance, simplificação e escalabilidade, e não apenas por questões de suporte técnico ao ECC.

Portanto, a subutilização do SAP deixou de ser uma ineficiência invisível para se tornar um risco estratégico. O potencial de escalabilidade do S/4 HANA em absorver novos processos de negócios, combinadas à pressão por agilidade, conformidade e inovação, permitem uma nova postura e oferecem vantagens estratégicas para as  empresas.

Aquelas que tratarem o ERP como ativo estratégico, e não apenas como infraestrutura,  estarão melhor posicionadas para competir, crescer e ter sucesso na nova realidade digital.

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