Informações

O paradoxo da inclusão: como o país que lidera o Pix ainda tem 1 em cada 5 adultos fora do sistema bancário

2 Mins read

Inovação social e microcrédito responsável surgem como estratégias para reduzir a exclusão financeira no Brasil

Apesar dos saltos na digitalização financeira e do sucesso do Pix, o Brasil ainda enfrenta um paradoxo: é referência mundial em inovação, mas ainda convive com uma exclusão bancária significativa. Segundo dados do Banco Central e estudos do setor, cerca de 20% dos adultos brasileiros continuam fora do sistema financeiro formal, o equivalente a dezenas de milhões de pessoas sem acesso pleno a conta, crédito ou poupança.

Para Rafa Cavalcanti, CEO da CloQ, fintech de impacto social que auxilia brasileiros a construírem um histórico de crédito positivo, seguro e inclusivo por meio do nano-crédito, o desafio vai além de disponibilizar tecnologia. “A inclusão financeira verdadeira não é só sobre ter uma conta ou uma chave Pix. É sobre criar acesso a qualquer produto financeiro necessário: seja ele seguro, crédito, investimentos, previdência, permitindo que as pessoas ganhem autonomia dentro do sistema”, pontua.

Estudos indicam que a exclusão financeira no Brasil é resultado de um conjunto de fatores estruturais: informalidade no trabalho, falta de documentação, desconfiança nas instituições, além de produtos bancários que nem sempre dialogam com as realidades de renda e comportamento da base da pirâmide. Em muitas regiões do país, especialmente nas áreas rurais e periféricas, o dinheiro em espécie continua sendo o principal instrumento de troca e reserva de valor.

A CloQ atua com nano-empréstimos e soluções de nano-crédito voltadas a trabalhadores informais e pequenos empreendedores, combinando tecnologia, dados e educação financeira para ampliar o acesso de forma segura e sustentável. “Nosso foco é transformar o acesso em evolução. Cada nano-crédito liberado pode ser o início de uma jornada que muda a relação do usuário com o dinheiro e com o próprio futuro”, complementa Rafa.

O Pix revolucionou a forma como o país se relaciona com o dinheiro. O Brasil tem uma robusta infraestrutura tecnológica, agora precisa ampliar no que se refere à inclusão financeira. Criar soluções humanas e sustentáveis — como as criadas por fintechs de impacto social — capazes de transformar o que hoje é um paradoxo em um avanço coletivo.

“O Pix é uma aula de como o desenvolvimento de uma tecnologia complexa pode ser feito de forma tão simples, como o conceito de chave  por CPF,  por exemplo. Muitas pessoas não sabem usar uma conta bancária digital, mas sabem pedir e enviar Pix. Isso é inclusão financeira e esse é o caminho que a CloQ quer seguir”, finaliza. 

Related posts
Informações

Rotina de trabalho faz 37% das mulheres adiarem compromissos de saúde, mostra Catho

2 Mins read
Levantamento realizado pela plataforma revela ainda que 11% estão há mais de dois anos sem realizar mamografia e evidencia os desafios do…
Informações

Foton iBlue conquista Selo de Maior Valor de Revenda entre caminhões elétricos

3 Mins read
A Foton recebeu o Prêmio e o Selo de Maior Valor de Revenda na categoria Veículos Comerciais Elétricos, concedidos pela Agência AutoInforme,…
Informações

Novo indicador revela setores que lideram ranking de intensidade de litigância na Justiça do Trabalho

3 Mins read
Levantamento inédito, que analisou mais de 5,04 milhões de novos processos, coloca o setor de refino de petróleo no topo da lista….