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Observabilidade e multicloud atuam em conjunto na garantia da continuidade da assistência hospitalar em momentos de crise

Créditos da imagem: Divulgação

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Redução no tempo de indisponibilidade de sistemas é um dos principais diferenciais

A inteligência artificial na Saúde segue incentivando hospitais a repensarem a estratégia e a forma como administram suas infraestruturas de TI. Em ambientes cada vez mais “distribuídos” nos quais os sistemas de gestão hospitalar (ERP) podem operar simultaneamente em diferentes provedores de nuvem (multicloud), a observabilidade se consolida como um componente estratégico da continuidade assistencial.

É por meio dela que o gestor de TI consegue acompanhar em tempo real o comportamento dos sistemas e bancos de dados, por exemplo, principalmente através da análise integrada de métricas, logs e rastreamento de transações. Mais do que identificar falhas, a observabilidade contribui para a antecipação de possíveis erros ao localizar, rapidamente, a causa raiz de problemas. O resultado dessa “proatividade” está na redução do tempo de indisponibilidade de sistemas hospitalares.

Segundo a Gartner, empresa global de pesquisa e consultoria em tecnologia da informação, a observabilidade na Saúde seguirá como ferramenta para garantir o desempenho de ambientes multicloud, especialmente no que se refere à governança e confiabilidade dos dados. “Qualquer indisponibilidade pode afetar desde o acesso ao prontuário eletrônico até a comunicação entre equipes assistenciais. Com a observabilidade, o setor de TI consegue identificar comportamentos anormais antes que eles provoquem impactos no atendimento clínico”, afirma Saulo Lima, diretor da Flowti, empresa especializada em infraestrutura de TI para negócios de missão crítica.

Para o diretor da Flowti, ambientes multicloud ampliam os benefícios da infraestrutura em nuvem, mas também aumentam a complexidade da gestão. “Cada provedor disponibiliza suas próprias ferramentas de monitoramento. Sem uma camada de observabilidade, a equipe passa a trabalhar com informações fragmentadas, dificultando a identificação da origem de falhas. O grande diferencial está justamente em consolidar todos esses dados em uma visão única, permitindo decisões mais rápidas e assertivas”.

Além disso, quando os sistemas, data centers próprios e sistemas legados estão em diferentes nuvens, é preciso que a gestão de TI hospitalar atue de forma analítica. “É preciso entender toda a jornada da informação, desde o momento em que um exame é solicitado até sua disponibilidade no prontuário eletrônico. Quando existe visibilidade completa do ambiente, torna-se possível agir preventivamente, antes que pequenos desvios evoluam para indisponibilidades capazes de comprometer a assistência”, explica.

Por fim, à medida que hospitais aumentam investimentos em IA, interoperabilidade e em multicloud, a observabilidade assume um papel semelhante ao de outras infraestruturas críticas da instituição. Invisível para pacientes e equipe assistencial, ela segue como uma das “responsáveis” por manter sistemas e serviços funcionando de forma integrada, segura e ininterrupta, sustentando uma assistência cada vez mais digital e conectada.

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