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PagBrasil firma parceria com a Klap e amplia presença do Pix no Chile

Ralf Germer, CEO da PagBrasil - Créditos da imagem: Divulgação

Ralf Germer, CEO da PagBrasil - Créditos da imagem: Divulgação

Os brasileiros que viajam ao Chile terão, em breve, mais lugares onde pagar com Pix, graças a uma parceria entre a PagBrasil, empresa brasileira de tecnologia de pagamentos, e a Klap, uma das principais adquirentes do Chile, recentemente adquirida pelo Itaú. Com o acordo, a Klap se tornará a primeira adquirente chilena a incorporar o Pix, ampliando sua aceitação para uma rede de 30 mil estabelecimentos e permitindo que turistas brasileiros paguem diretamente pelos aplicativos de seus bancos ou carteiras digitais.

A parceria com a Klap amplia significativamente a presença da PagBrasil no Chile, onde a empresa já oferece o Pix desde 2025, por meio de um acordo com a provedora de serviços de pagamento VirtualPOS. A expansão ocorre em um mercado com forte presença de turistas brasileiros: segundo o Serviço Nacional de Turismo do Chile (Sernatur), o Brasil foi o segundo maior país de origem dos visitantes internacionais, com 510.492 turistas brasileiros viajando ao Chile entre janeiro e agosto de 2026.

Para esses visitantes, pagar com Pix significa utilizar um meio de pagamento que já faz parte do cotidiano dos brasileiros, com mais de 177 milhões de usuários ativos em setembro de 2026, segundo o Banco Central do Brasil. Nos destinos onde o método é aceito, os turistas podem realizar compras em restaurantes, lojas, hotéis e outros estabelecimentos usando os mesmos aplicativos bancários ou carteiras digitais que utilizam no Brasil, sem depender exclusivamente de cartões internacionais ou dinheiro em espécie.

Como funciona o pagamento

No momento da compra, o estabelecimento insere o valor em pesos chilenos e seleciona o Pix na maquininha. O turista brasileiro escaneia o QR Code e visualiza o valor convertido em reais no aplicativo do banco ou na carteira digital antes de confirmar a transação. A conversão cambial é realizada em tempo real, permitindo que o viajante saiba quanto está pagando em sua própria moeda. Após a confirmação, o pagamento é validado diretamente na maquininha do estabelecimento.

“O Pix se consolidou no Brasil, e sua crescente aceitação no exterior permite que os brasileiros utilizem um meio de pagamento que já conhecem e em que confiam, mesmo ao realizar compras fora do país. Com a integração à Klap, ampliamos o número de estabelecimentos chilenos que podem oferecer a esses visitantes uma experiência de pagamento mais familiar e acolhedora, facilitando as compras e reduzindo o risco de perder vendas devido às limitações dos meios de pagamento disponíveis”, observa Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil.

Para os estabelecimentos chilenos, ampliar a aceitação do Pix cria novas oportunidades de atender às preferências de pagamento dos visitantes brasileiros e aumentar as vendas. “Os pagamentos digitais se transformaram em uma parte central da experiência de compra. Quando um turista encontra uma forma de pagamento conhecida, simples e segura, o comércio também ganha, porque reduz barreiras e melhora a possibilidade de concretizar uma venda. Com a incorporação do Pix em nossos POS, buscamos oferecer uma solução prática para estabelecimentos que recebem fluxo de turistas brasileiros e precisam se adaptar a novas formas de consumo”, afirma Raúl Sapunar, gerente-geral da Klap.

Ele ressalta que “hoje, o desafio não é apenas aceitar mais meios de pagamento, mas oferecer soluções que realmente respondam à forma como as pessoas estão pagando. O Pix faz parte da vida cotidiana de milhões de brasileiros, por isso, habilitá-lo no Chile permite aproximar o comércio local de um consumidor muito relevante para setores como turismo, gastronomia e varejo”.

Disponibilizar essa experiência de pagamento familiar além das fronteiras exige infraestrutura especializada e capacidade de atuação em um ambiente regulado. A PagBrasil reúne essas competências em sua parceria com a Klap, respaldada por suas autorizações do Banco Central do Brasil para atuar como Instituição de Pagamento e realizar operações de câmbio. Essa condição regulatória é especialmente relevante diante da atualização das normas brasileiras para serviços de pagamento ou transferência internacional (eFX), que estabelece requisitos adicionais de supervisão, conformidade e controles operacionais.

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