Estudo da Sanchez reúne indicadores de comportamento online, crédito e consumo para traçar o cenário digital do setor em 2026
O mercado imobiliário brasileiro vive uma consolidação definitiva do ambiente digital como principal ponto de contato entre consumidores, incorporadoras e imobiliárias. A combinação entre busca online, inteligência de dados, automação de marketing e experiência omnichannel está redefinindo a forma como imóveis são pesquisados, avaliados e comercializados no país.
Dados da ABECIP mostram que o crédito imobiliário continua em patamares historicamente elevados, enquanto o comportamento do consumidor se torna cada vez mais orientado por canais digitais. Paralelamente, o Google aponta crescimento contínuo nas pesquisas relacionadas a compra de imóveis, financiamento, apartamentos compactos e imóveis em regiões com melhor infraestrutura urbana.
Segundo a Sanchez, o cenário de 2026 pode ser resumido em três grandes movimentos: digitalização da jornada, personalização baseada em dados e integração entre marketing e vendas.
“O consumidor imobiliário já não separa mais o online do offline. Ele pesquisa no celular, compara bairros no computador, visita o decorado presencialmente e continua a negociação pelo WhatsApp. As empresas que ainda operam canais isolados perdem eficiência e competitividade”, afirma Rafael Sanches, CEO da Sanchez.
Levantamento da Statista indica que o Brasil possui mais de 180 milhões de usuários de internet, com forte predominância do acesso via dispositivos móveis. Isso impacta diretamente o setor imobiliário, especialmente em etapas como descoberta de empreendimentos, comparação de preços e consumo de conteúdo em vídeo.
- aumento do consumo de tours virtuais e vídeos curtos;
- crescimento das buscas por simulação de financiamento;
- maior relevância de Google Maps e avaliações de região;
- avanço do WhatsApp como canal de conversão;
- uso crescente de CRM integrado a plataformas de mídia.
O formato de vídeo tornou-se central na jornada imobiliária. Segundo o YouTube Brasil, conteúdos em vídeo influenciam decisões de compra em diversas categorias de alto valor agregado, incluindo imóveis.
“Hoje, um vídeo de 30 segundos bem segmentado pode gerar mais qualificação do que uma campanha estática de grande alcance. A disputa deixou de ser apenas por audiência; ela passou a ser por atenção relevante”, destaca Rafael Sanches.
Outro ponto central do panorama digital é o uso de dados proprietários para otimizar campanhas. Incorporadoras que conectam CRM, plataformas de mídia e automação conseguem identificar padrões de comportamento, reduzir custo por lead e aumentar eficiência comercial.
Estudo da PwC mostra que organizações orientadas por dados apresentam desempenho superior em crescimento de receita e retenção de clientes, tendência que também se reflete no mercado imobiliário.
A Sanchez observa que fatores como tempo de resposta, clareza das informações, personalização do atendimento e continuidade entre canais têm impacto direto na percepção de valor do empreendimento.
“O imóvel continua sendo um produto físico, mas a decisão de compra é cada vez mais digital. O cliente espera uma experiência fluida, personalizada e baseada em confiança desde o primeiro contato online”, conclui Rafael Sanches.
Para a empresa, o mercado imobiliário brasileiro entra em uma fase em que dados, conteúdo e tecnologia deixam de ser diferenciais e passam a ser infraestrutura básica de competitividade.

