Suporte remoto reduz tempo de inatividade de equipamentos pela metade, apontam estudos
Quando falamos de eficiência operacional na indústria 4.0, é impossível ignorar o suporte técnico remoto, uma ferramenta importante para reduzir a imprevisibilidade dos processos produtivos, hoje diretamente associada a perdas bilionárias nas fábricas em todo o mundo.
Um levantamento global indicou que 61% dos fabricantes sofreram paradas não programadas no último ano, e os custos dessas interrupções podem chegar a até US$ 852 milhões por semana (quase R$ 5 bilhões) quando considerados os efeitos agregados sobre produção, logística e contratos. Assim, a capacidade de diagnosticar, orientar e solucionar problemas à distância tem se mostrado uma das principais alavancas de competitividade técnica e financeira.
Segundo estudos recentes, soluções de manutenção e diagnóstico remoto são capazes de reduzir entre 30% e 50% o tempo de inatividade de equipamentos, além de identificar até 90% das falhas ainda em estágio inicial, antes que evoluam para quebras graves. Esses dados aparecem em levantamentos da Siemens, da Deloitte e da McKinsey & Company, que analisam a aplicação de manutenção remota, monitoramento digital e modelos preditivos na indústria.
Outro indicador reforça esse cenário: o mercado de acesso remoto industrial deve alcançar US$ 14,2 bilhões em 2026, com crescimento acelerado projetado para os anos seguintes, de acordo com a Business Research Insights.
“O suporte remoto é parte essencial da equação de uptime hoje. Não se trata apenas de responder rápido, mas de antecipar falhas e minimizar impacto operacional com precisão e segurança. Os clientes exigem disponibilidade imediata e resposta técnica de alta qualidade; a diferença entre um atendimento eficiente e um problema operacional prolongado pode representar milhões em receita ou em prejuízo”, explica Gilberto Dick, diretor operacional da Soma Solution.
A empresa, com 26 anos de atuação em automação, inspeção e codificação industrial, entendeu essa tendência e estruturou um modelo próprio de suporte remoto que combina canais digitais e tecnologia de ponta com atendimento humano especializado em tempo real. “Trata-se de um diferencial em um mercado onde muitas soluções tendem a priorizar automação sem proximidade técnica direta. Não é um suporte remoto genérico. É um serviço moldado à realidade industrial do cliente, focado em produção, manutenção e qualidade, com a tecnologia apoiando, não substituindo, o conhecimento técnico”, explica Luiz Guilherme Santos, gerente técnico da Soma Solution.
A operacionalização desse modelo envolve triagem técnica rápida; diagnóstico guiado em tempo real; coleta de dados operacionais imediata; ações assistidas com registro e integração aos sistemas de gestão do cliente.
“Esse formato tem permitido à Soma Solution não apenas resolver chamados com maior velocidade e assertividade, mas reduzir impactos operacionais e fortalecer relações de longo prazo com clientes em setores críticos de produção”, explica Santos.
O investimento em suporte remoto não foi isolado. Ele faz parte de uma estratégia mais ampla da Soma Solution, que inaugurou recentemente sua nova matriz em Chapecó (SC), justamente a cidade onde a empresa começou sua história como fabricante e integradora. A nova sede funciona como um centro de governança, estratégia e integração de áreas críticas, pensado para suportar crescimento sustentável e entrega de valor técnico diferenciado.
“Voltar às origens com uma estrutura pensada para o futuro simboliza maturidade operacional e coloca a organização em posição de destaque em um mercado que valoriza soluções de performance, continuidade e confiabilidade”, destaca Dick.
O próximo passo da Soma Solution inclui o uso de bancos de dados operacionais suportados por inteligência artificial para identificar padrões, causas de falhas e acelerar respostas — um reflexo de que o suporte remoto deve evoluir para algo ainda mais preditivo e conectado ao core business do cliente.
Para Giberto Dick, empresas que dispõem de modelos avançados de suporte remoto estão cortando custos, reduzindo risco operacional e criando um diferencial competitivo tangível. “Em uma economia em que cada minuto de parada custa caro, essa é uma vantagem que pode determinar líderes setoriais”, reforça.
Empresas que adotaram modelos avançados de suporte remoto relatam até 60% dos problemas resolvidos sem a necessidade de deslocamento de técnicos. Assim, os diagnósticos são resolvidos 40% mais rápido do que no modelo tradicional. E o mais importante: elas operam em manutenção preventiva e monitoramento contínuo, com ganhos diretos em produtividade e redução expressiva de custos operacionais relacionados a viagens, logística e horas-homem.
“Empresas que ainda dependem exclusivamente de visitas técnicas muitas vezes enfrentam um dilema clássico: deslocar um engenheiro custa tempo e dinheiro, mas não necessariamente traz respostas mais rápidas e precisas. O suporte remoto, quando bem estruturado, rompe essa lógica, resultando em maior previsibilidade de operação, melhor aproveitamento da equipe de especialistas e um impacto direto no resultado financeiro das operações fabris”, finaliza o diretor da Soma Solution.

