Com preço de R$ 11.999 no Brasil, novo smartphone da Apple tem valor próximo ao investimento inicial de modelos como Clube Turismo e Tcharge
O lançamento de um novo smartphone premium costuma movimentar o mercado de tecnologia e despertar o interesse dos consumidores. Mas, para quem também pensa em empreender, o valor destinado à compra de um aparelho pode representar uma outra possibilidade: investir em um negócio próprio. No Brasil, redes de franquias já oferecem modelos com investimento inicial próximo ou abaixo dos R$ 11.999 anunciados para o iPhone 18 Pro.
Apresentado pela Apple nesta quarta-feira (9), o iPhone 18 Pro chega ao mercado brasileiro por R$ 11.999, enquanto o iPhone 18 Pro Max parte de R$ 12.999. Os aparelhos começam a ser vendidos no país em 23 de outubro. A fabricante também apresentou o iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da marca, com preço inicial de R$ 21.999.
Mais do que comparar um produto de tecnologia com um negócio, a diferença de destino do dinheiro chama atenção: enquanto o smartphone representa um bem de consumo, o mesmo montante pode ser utilizado para iniciar uma operação empresarial. É o caso de franquias que trabalham com modelos enxutos, home based ou de baixo investimento.
Clube Turismo: franquia de turismo a partir de R$ 9.800
No setor de turismo, a Clube Turismo oferece uma alternativa para quem deseja começar a empreender com uma estrutura mais enxuta. Fundada em 2003, em João Pessoa (PB), a rede estruturou seu sistema de franquias em 2008 e atualmente trabalha com três formatos: Home Office, Home Office Prime e Loja.
O modelo Home Office, voltado a quem busca uma operação mais flexível, tem investimento inicial de R$ 9.800, referente à taxa de franquia. A modalidade não exige capital de giro e pode ser operada de qualquer lugar, utilizando recursos básicos como computador, internet e smartphone. Os royalties correspondem a 2,5% sobre o faturamento e a taxa de manutenção mensal é de R$ 90.
Na prática, o investimento necessário para abrir uma franquia Home Office da Clube Turismo é R$ 2.199 menor que o preço do iPhone 18 Pro. Assim, em vez de destinar os R$ 11.999 integralmente à aquisição do aparelho, o empreendedor poderia iniciar a operação da franquia e ainda manter parte do valor para outras despesas.
Para quem dispõe de um capital maior e busca uma estrutura diferente, a rede também oferece o Home Office Prime, com investimento inicial a partir de R$ 28 mil, considerando taxa de franquia e capital de giro. O formato é voltado a empreendedores que desejam atuar como pessoa jurídica, realizar emissões diretamente com fornecedores e ter acesso a maiores comissões e possibilidades de lucratividade.
Já o modelo Loja é direcionado a quem pretende operar em um espaço físico. O investimento fica em torno de R$ 95 mil, considerando taxa de franquia, capital de giro e montagem da unidade, com prazo estimado de retorno de até 18 meses, segundo informações da rede.
Atualmente, a Clube Turismo conta com 577 unidades em operação, distribuídas entre os modelos Home Office, Home Office Prime e Loja.
Tcharge: mobilidade elétrica com investimento a partir de R$ 2 mil
Outro exemplo está no mercado de mobilidade elétrica. A Tcharge atua com infraestrutura para recarga de veículos elétricos e oferece modelos de franquia desenvolvidos para diferentes perfis de empreendedores e espaços de implantação.
Fundada em 2019, na Paraíba, a empresa trabalha com soluções de recarga para diferentes ambientes, como estabelecimentos residenciais, estacionamentos, empresas e pontos comerciais. A proposta acompanha o avanço da mobilidade elétrica e a necessidade de ampliação da infraestrutura de carregamento no país.
Entre as opções oferecidas pela marca está a microfranquia home based, no modelo de distribuidor homologado, com investimento inicial de R$ 2 mil. A rede também possui um modelo de franquia de loja física, com investimento inicial de R$ 10 mil.
Dessa forma, o valor de um iPhone 18 Pro seria suficiente não apenas para o modelo de loja da Tcharge, como também permitiria ao empreendedor avaliar diferentes possibilidades dentro da rede. Já no formato de microfranquia, o investimento representa uma fração do preço do smartphone.
Consumo ou investimento?
A comparação não significa que a compra de um smartphone e a abertura de uma franquia tenham o mesmo objetivo ou perfil de risco. Enquanto o primeiro é um bem de consumo, o segundo envolve capital, operação, dedicação e riscos inerentes a qualquer negócio.
A relação entre os valores, porém, ajuda a dimensionar como o mercado de franquias vem criando modelos de entrada com investimentos mais acessíveis. Para quem já possui capital reservado e busca empreender, o preço de produtos de alto valor pode servir como referência para avaliar quanto seria necessário para começar um negócio próprio.
No caso da Clube Turismo e da Tcharge, os modelos de menor investimento mostram que não é necessário partir, obrigatoriamente, de grandes estruturas físicas para ingressar no franchising. Há opções que permitem começar com operações mais enxutas e, posteriormente, avaliar a expansão do negócio.








