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Pesquisa mostra que 31% das empresas que atuam no Brasil concentrarão esforços em redução de custos, savings e eficiência em logística e Supply Chain

Maíra Rossi, Head Comercial da Level Group e Diretora de Relacionamento do Procurement Club Divulgação

Maíra Rossi, Head Comercial da Level Group e Diretora de Relacionamento do Procurement Club Divulgação

47% das empresas ainda precisam corrigir falhas de processos e dados antes de adotar IA na área de Supply Chain

Procurement Club, empresa que tem como propósito antecipar tendências, democratizar o acesso à informação e conectar stakeholders que participam do dia a dia do profissional de Compras e Supply Chain, acaba de divulgar a Pesquisa de CPOs & CSCOs 2026 e revela: a agenda de Procurement e Supply Chain será marcada por pressão por eficiência, seletividade nos investimentos, fortalecimento da governança e busca por produtividade com apoio de automação e analytics.

A Pesquisa reuniu 133 respostas, com 95% dos participantes atuando na América Latina e 89% ligados a Supply Chain. A amostra é formada principalmente por gerentes e diretores (79%), além de executivos C-level e fundadores, com representação de setores como indústria, tecnologia, serviços corporativos, saúde, consumo, varejo e infraestrutura, e mostra um setor mais estratégico, mas ainda desafiado por limitações estruturais para avançar em escala com inteligência artificial.

Entre as prioridades para 2026, atingir metas financeiras aparece no topo, com 21% das respostas, seguido por capacitar e evoluir o perfil da equipe (14%) e digitalizar processos de Supply Chain (12%). O dado reforça uma agenda menos orientada a grandes transformações e mais focada em captura de valor, disciplina operacional e retorno tangível sobre os investimentos.

Pesquisa também chama atenção para o descompasso entre o avanço do debate sobre IA e a maturidade operacional das empresas. Segundo o estudo, 47% das empresas ainda precisam resolver gaps de processos e dados antes de avançar com IA em Supply Chain, enquanto 56% classificam o atual nível de interconexão entre IA, sistemas e processos como baixo, com aplicações ainda isoladas e dependentes de intervenção humana.

Na avaliação de Maíra Rossi, porta-voz da pesquisa e diretora de Relacionamento do Procurement Club, o panorama revela um setor em transição. “A Pesquisa mostra que 2026 será menos definido pela quantidade de iniciativas e mais pela capacidade de priorizar o que realmente gera resultado. O Procurement e o Supply Chain estão mais pressionados por eficiência, mas também mais conscientes de que produtividade sustentável depende de fundamentos bem resolvidos, como processos, dados, governança e pessoas.”

Os resultados indicam ainda que a tecnologia não é a única frente crítica da agenda. Em gestão de pessoas, os dados mostram que retenção está mais associada à experiência do colaborador do que a benefícios isolados. Ambiente de trabalho positivo, segurança psicológica, reconhecimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparecem entre os fatores mais valorizados, à frente da própria flexibilidade de trabalho.

“Esse é um sinal importante de maturidade do setor. Em áreas pressionadas por volatilidade, transformação e cobrança por entrega, liderança, confiança e comunicação clara deixam de ser atributos desejáveis e passam a ser fatores concretos de retenção, engajamento e execução”, afirma Maíra.

Do ponto de vista operacional, automação, analytics e ferramentas digitais lideram como principal alavanca percebida de eficiência em 2026, com 37% das menções. Já entre os KPIs que devem concentrar maior esforço das empresas no próximo ano, destacam-se custos, savings e eficiência logística (31%), automação e produtividade com IA (21%) e risco da cadeia e performance de fornecedores (15%).

A relação com fornecedores também ganha novo peso estratégico. O estudo aponta avanço de uma lógica menos transacional e mais orientada a colaboração, reputação, flexibilidade e ganhos mútuos, ao mesmo tempo em que temas como compliance, risco regulatório e arquitetura de dados se consolidam como habilitadores da agenda de eficiência e inovação.

“Há uma mudança importante em curso: Procurement e Supply Chain deixam de ocupar apenas um papel de controle de custo e passam a responder por temas como resiliência, risco, governança e criação de valor. A pesquisa mostra um setor mais sofisticado, mas também mais desafiado a fazer escolhas com mais foco e consistência”, diz Maíra Rossi.

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