
*Por Laura Porto, Mentora Organizacional, Escritora, Poeta e Produtora Cultural
Somos esse mundo de possibilidades, onde o que mais vemos é a vida passando e se desdobrando.
Somos um mundo de muitas conexões, onde tudo é aprendido, sentido e sofrido.
Somos um mundo de ideias, construídas à base do que nem imaginávamos.
Somos pólvora prestes a explodir, um arsenal no meio do nada, uma explosão de tudo e todos.
Somos a veia da desgraça, o sol da esperança e o fritar de todos os ovos e miolos.
Somos a segregação rasa do ontem a culminar no amanhã, e a frieza do hoje.
Somos egoístas, alguns; pura doação, outros; pura solidão.
Somos a veia mais forte da vida e a mais fraca da linha da vida.
Somos a lembrança da criança, as rugas do velhinho e o despertar de uma rosa.
Somos a essência mais doce e amarga que podemos ser, o azeite mais puro e sujo que devemos fazer.
Somos a força da montanha, a profundidade de um abismo e a doçura da grama.
Somos o vento que corta, o ar que exprime, a dor que assola.
Somos a esperança e a falta de fé.
Somos o outono misturado com o inverno,
E o verão brisando a primavera.
Somos o hoje, o ontem, e nunca saberemos se seremos o amanhã.
Somos o besta, o gato, o leão.
Somos a mais incrédula das dores do campo
E do gritar do luar.
Somos…
Somente somos…
Somos o que nunca achamos que seríamos…
O que nunca quereríamos ser…
E o que também gostaríamos de ser.
Somos, e somente somos.
Somos o tudo e o nada.
Somos tudo, e, ao mesmo tempo, nada!
