Especialista detalha como a especificação técnica do lubrificante influencia desempenho, vida útil de máquinas extrusoras e eficiência industrial
Uma máquina extrusora derrete matéria-prima — geralmente polímeros — por meio de calor e fricção dentro de um cilindro, que força o material por uma matriz sob alta pressão. O resultado são produtos contínuos: tubos, filmes, perfis e chapas que abastecem desde a construção civil até a indústria de alimentos. O mesmo processo sustenta a reciclagem de plásticos e realoca resíduos na cadeia produtiva.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o setor de transformados plásticos deve encerrar 2026 com faturamento de R$ 168 bilhões, crescimento de 2% sobre o ano anterior. A indústria nacional de transformação, por sua vez, abriu o ano com alta de 1,8% na produção em janeiro na comparação com dezembro de 2025, a maior expansão desde junho de 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São mais de 14 mil empresas em atividade e 404 mil empregos diretos no setor plástico.
Por trás desses números, um equipamento opera discretamente no centro da produção. A extrusora trabalha sob condições extremas: temperaturas elevadas, cargas mecânicas contínuas e operação ininterrupta. Fusos, cilindros e rolamentos funcionam no limite de suas especificações. Nesse ambiente, a lubrificação se torna um suprimento primário.
O problema surge quando a especificação do lubrificante não corresponde à exigência do equipamento. “Uma graxa inadequada perde rapidamente suas propriedades de proteção. O superaquecimento avança, a fricção aumenta e a máquina para. A parada não programada interrompe a produção, gera custos emergenciais de manutenção e atrasa entregas. Em um setor que responde por 404 mil empregos diretos, cada hora de operação perdida tem impacto mensurável”, avalia Luiz Maldonado, CEO da Lubvap Special Lubricants, empresa de distribuição com mais de 15 anos no mercado de soluções em lubrificação industrial.
De acordo com o especialista, a diversidade do parque industrial brasileiro acrescenta complexidade. “Extrusoras de origem alemã, americana e brasileira convivem no território nacional, cada uma com tolerâncias e exigências específicas. A escolha do lubrificante errado compromete a vida útil dos rolamentos, eleva o risco de oxidação e multiplica as intervenções de manutenção”, afirma Luiz.
A especialização técnica oferece uma saída. A Lubvap Special Lubricants, distribuidora com mais de 19 anos de atuação, estruturou um portfólio voltado a aplicações severas. Entre as soluções disponíveis, a linha de lubrificantes especiais da Texas combina tecnologia americana e alta performance, a graxa Barrierta L 55/1, da Klüber, entrega estabilidade térmica para operações de alta temperatura. A SYN – Setral – INT /250 FD 2, da Setral, garante proteção superior contra oxidação. A Sapphire Endure, da Rocol, foi desenvolvida para suportar capacidade de carga extrema.
Destaque nacional no portfólio da Lubvap, a Graxa Intersynth 600 FLG, da Internacional UPS, desenvolvedora e fabricante de lubrificantes especiais, chega ao mercado como solução de fabricação brasileira para aplicações severas. Este lubrificante sintético de alto desempenho oferece lubrificação permanente em ambientes com altas temperaturas e resistência a ataques químicos. O produto se mostra ideal para rolamentos, engrenagens e componentes sujeitos a vibração ou condições agressivas, justamente as exigências encontradas nas linhas de extrusão.
A aplicação correta desses lubrificantes altera a dinâmica da operação. Reduzem-se paradas não programadas. Aumenta-se a vida útil dos rolamentos. A segurança operacional se eleva. Os custos de manutenção caem.
A dimensão continental do Brasil impõe um desafio logístico adicional. Uma indústria no Sul, outra no Nordeste e uma terceira no Centro-Oeste operam sob condições climáticas distintas e enfrentam realidades de abastecimento diferentes. A entrega do produto certo no tempo certo exige capilaridade e planejamento. A Lubvap construiu uma operação que atende todo o território nacional e combina estoque estratégico com suporte técnico especializado.
“A indústria de extrusão move setores essenciais da economia brasileira. Cada rolamento, cada graxa aplicada e cada intervalo de manutenção definido compõem um sistema que sustenta a produtividade. Nesse sistema, a escolha do lubrificante deixa de ser um detalhe técnico. A precisão e a experiência definem se a produção segue ou para”, finaliza Luiz.








