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Por que depois dos 40, o rosto muda mais rápido? Entenda o que está por trás da flacidez facial

SergioPhotone - Créditos da foto: Divulgação

SergioPhotone - Créditos da foto: Divulgação

Popularmente chamado de “rosto derretido”, o efeito pode ficar mais evidente com a queda do estrogênio, a redução do colágeno e o emagrecimento acelerado. Médica especialista em estética explica como cuidar da pele e preservar o contorno facial

Para muitas mulheres, a chegada dos 40 anos traz uma percepção diferente diante do espelho. As rugas podem até não ser a principal preocupação, o que chama a atenção é a mudança no contorno do rosto, a perda de definição da mandíbula, a flacidez e aquele aspecto popularmente chamado de “rosto derretido”.

O fenômeno, embora faça parte do processo natural de envelhecimento, pode se tornar mais perceptível a partir dos 40 anos, especialmente diante das mudanças hormonais que acompanham a transição para a menopausa. O emagrecimento acelerado também pode contribuir para acentuar a perda de volume e de sustentação facial.

Segundo a médica especialista em estética Dra. Vanessa Penteado, o envelhecimento facial não acontece apenas na superfície da pele. Ao longo dos anos, diferentes estruturas do rosto sofrem alterações: há redução da densidade óssea, mudanças nos compartimentos de gordura responsáveis pelo contorno facial e queda progressiva na produção de colágeno e elastina. “O envelhecimento é um processo que acontece em diferentes camadas do rosto. Não estamos falando apenas de rugas. Existe uma perda de sustentação, de volume e de qualidade da pele, que acaba modificando o contorno facial”, explica a médica.

E por que os 40 anos são uma fase de atenção? Segundo a especialista, a partir dessa faixa etária, as transformações hormonais ganham importância. Com a redução do estrogênio, especialmente durante a transição para a menopausa, a pele pode ficar mais fina, menos hidratada e com menor capacidade de produzir colágeno. E é justamente nesse período que muitas mulheres começam a perceber que os cuidados que antes funcionavam aos 30 anos, já não entregam os mesmos resultados. “O estrogênio tem uma relação importante com a qualidade dos tecidos. Quando seus níveis caem, percebemos alterações na pele, na hidratação, na elasticidade e na produção de colágeno. Por isso, os cuidados precisam acompanhar essa nova fase da mulher”, afirma. 

Outro fator que ganhou destaque nos últimos anos é a perda de peso significativa em um curto período. Com a redução rápida da gordura corporal, inclusive nos compartimentos de gordura da face, algumas mulheres percebem uma aparência mais envelhecida ou uma perda maior de sustentação. “Quando existe uma perda de gordura muito rápida, o rosto também perde volume. É como uma bexiga: quando retiramos o conteúdo, o material que estava esticado perde tensão. No rosto, isso pode contribuir para que a flacidez fique mais evidente”, compara a especialista.

A situação merece atenção principalmente porque o objetivo do emagrecimento é melhorar a saúde, e não comprometer a autoestima. Por isso, a médica reforça a importância de um processo acompanhado e individualizado.

Ela destaca ainda que apesar dos tratamentos estéticos fazerem parte das possibilidades para mulheres que desejam melhorar a qualidade da pele e o contorno facial, o cuidado começa muito antes do consultório. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, hidratação, uso de antioxidantes quando indicados e, principalmente, proteção solar são importantes para preservar a qualidade da pele ao longo dos anos. “O protetor solar continua sendo um dos maiores aliados contra o envelhecimento precoce. Além disso, precisamos olhar para a paciente como um todo. Não existe uma rotina universal. O que funciona para uma mulher de 42 anos pode não ser o mais adequado para outra de 50”, explica.

Entre os recursos que podem ser indicados, de acordo com a avaliação individual, estão tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência, além de bioestimuladores de colágeno e outros procedimentos. A médica ressalta, porém, que o diagnóstico deve vir antes da escolha do tratamento. “Não existe um procedimento que seja melhor para todas as mulheres. Primeiro precisamos entender o que está acontecendo: se existe perda de volume, flacidez, alteração na qualidade da pele ou uma combinação desses fatores. A partir daí, construímos uma estratégia”, diz.

Mais do que buscar uma aparência mais jovem, a proposta é acompanhar as transformações do rosto sem perder a identidade.

“A ideia não é lutar contra a idade, mas fazer com que a mulher atravesse cada fase se sentindo bem, saudável e bonita dentro da sua própria maturidade”, conclui Dra. Vanessa.

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