Enquanto o domínio da tecnologia facilita a comunicação e o engajamento das equipes, o fortalecimento das soft skills contribue para criar um ambiente de trabalho mais eficiente, mais colaborativo e mais adaptável
A cultura da competição está com os dias contados nos ambientes organizacionais, sendo paulatinamente substituída pela cultura colaborativa, que passou a ser reconhecida como estratégia muito mais eficaz tanto para a gestão de pessoas quanto para a obtenção de resultados superiores, por promover um ambiente de apoio mútuo, inovação e crescimento conjunto. Não obstante, por ainda estar muito arraigada, ela ainda insiste em fazer parte do dia a dia de muitas empresas. Contribui para isso o fato de estarmos vivenciando um ameaçador mundo líquido, que muda rapidamente impulsionado por inovações tecnológicas constantes, criando um ambiente de volatilidade e incerteza, onde as empresas precisam tomar decisões rápidas para manterem-se competitivas.
O resultado dessa cultura de competição que ainda persiste é um jogo político dentro das organizações, que, na maioria das vezes, sobrepõe-se à competência profissional. Para que um líder ou um liderado seja mais valorizado por suas competências do que por seu jogo político em tempos voláteis, e incertos, o executivo, doutor em administração, presidente executivo e do Conselho de Administração da Fundação Latino-americana de Auditores Internos (FLAI), e autor do livro “Os 4 pilares da liderança imbatível”, Renato Trisciuzzi, afirma ser imprescindível que ele domine a tecnologia, fator preponderante em um mundo cada vez mais competitivo. “A incapacidade de entender e implementar novas tecnologias pode resultar em perda de eficiência, aumento de custos e perda de oportunidades para inovação e crescimento”, diz.
Para o sucesso da carreira, comenta Trisciuzzi, o profissional, em especial o líder, que não domina a tecnologia enfrenta dificuldades na comunicação e no engajamento de suas equipes, especialmente quando se trata de implementar novos processos ou utilizar ferramentas digitais. “A falta de confiança em suas habilidades tecnológicas acabará por minar sua autoridade e credibilidade, tornando muito mais difícil a tarefa de inspirar e motivar seus colaboradores, ações fundamentais para uma gestão moderna pautada pelo ato de servir e pelo respeito ao indivíduo”, afirma. Desse modo, explica o especialista em liderança, líderes e liderados, em termos de tecnologia e inovação, precisam estar atentos a desafios como transformação digital, adaptação cultural, competência digital, inovação sustentável, colaboração e parceria, personalização e experiência do cliente, tomada de decisões com base em dados, entre outros.
Para superar esses desafios, diz o executivo, o profissional não deve temer a adoção de inovações tecnológicas. Nesse sentido, algumas ações são recomendáveis, tais como procurar reservar tempo regularmente para estudar novas tecnologias e suas aplicações, explorar ferramentas de gestão e manter-se atualizado sobre as tendências tecnológicas. Especificamente para os líderes, Trisciuzzi recomenda implementar a automação onde for possível, fomentar uma cultura de inovação e promover a inclusão digital. “Inspirar pelo exemplo sempre é uma boa dica. Por isso, demonstre entusiasmo e curiosidade pelas novas tecnologias, participando ativamente de demonstrações de novas ferramentas, testando novos aplicativos e compartilhando descobertas e aprendizados”, sugere.
Outras competências que não podem ser ignoradas no contexto atual, afirma o especialista em liderança, são as soft skills – habilidades como comunicar-se de modo eficaz, ter inteligência emocional e resolver conflitos com empatia. “Essas habilidades são cruciais para a liderança, por exemplo, e a falta de foco nelas pode resultar em líderes tecnicamente competentes, mas ineficazes na gestão de pessoas”, diz. Por outro lado, destaca Trisciuzzi, profissionais com soft skills bem desenvolvidas contribuem para criar um ambiente de trabalho mais eficiente, mais colaborativo e mais adaptável, melhorando a performance e o sucesso da organização.
Estas habilidades, explica o autor de “Os 4 pilares da liderança imbatível”, serão especialmente sentidas em reuniões, que tendem a ser mais colaborativas e nos feedbacks – mais positivos e construtivos – que serão empregados como ferramentas de motivação e desenvolvimento contínuo. O modo de se comunicar também será afetado positivamente, tornando-se mais aberto e transparente, no sentido de que todos se sentirão à vontade para expressar opiniões e preocupações. Além disso, a capacidade de ouvir será beneficiada, pois com as soft skills fortalecidas o profissional estará mais apto a compreender o que todos pensam a respeito dos valores, da missão e dos objetivos organizacionais, a fim de aprimorá-los continuamente.
Ficha técnica:
Editora : Gente Autoridade; 1ª edição (10 fevereiro 2025)
Idioma: Português
Capa comum: 192 páginas
ISBN-10: 6561070313
ISBN-13: 978-6561070317
Dimensões: 16 x 1 x 23 cm
Valor: R$ 69,90

