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Programa ANIP BNDES Periferias abre inscrições para selecionar 500 negócios do Distrito do Jardim Ângela

O Distrito do Jardim Ângela reúne mais de 80 bairros. Marco Torelli

Com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Programa ANIP BNDES Periferias será implementado no Distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. A iniciativa – que abrange mais de 80 bairros – contará com capital semente entre R$ 1 mil e R$ 10 mil por iniciativa.

Ao longo do programa serão selecionados 500 negócios dentro dos eixos temáticos: iniciativas lideradas por mulheres, economia criativa, saúde integral, negócios tradicionais e de impacto socioambiental positivo.

Estão abertas as inscrições para o Programa ANIP BNDES Periferias, iniciativa voltada ao fortalecimento de empreendimentos, coletivos e organizações do Distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo – território que reúne mais de 80 bairros e concentra forte presença de organizações comunitárias e iniciativas produtivas locais. O programa selecionará 500 iniciativas, oferecendo formação, espaços de participação social e repasse direto de capital semente entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. A expectativa é ampliar a autonomia econômica e a sustentabilidade de negócios enraizados na região. As inscrições podem ser feitas pelo link:
https://forms.gle/WtGuL2TgcWoTGz3UA

Realizado pela Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP) e executado pela A Banca, o programa conta com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integra a iniciativa BNDES Periferias – que desde 2024 já destinou mais de R$ 355 milhões para projetos em favelas e comunidades brasileiras. 

A proposta do programa parte do entendimento de que as periferias produzem soluções próprias de desenvolvimento e que o fortalecimento dessas iniciativas passa por combinar recursos financeiros, formação continuada e protagonismo territorial. “Acreditamos que impacto, quando se fala em periferias, acontece ao conseguirmos romper o ciclo da pobreza financeira. E isso não acontece só com recurso, mas com formação, com troca entre pares e com participação de quem vive o território. O Programa ANIP BNDES Periferias nasce com essa lógica: fortalecer quem já está no corre, na quebrada, organizando soluções e gerando renda no Jardim Ângela”, afirma Marcelo Rocha (DJ Bola), fundador de A Banca.

Segundo ele, o programa marca também um avanço institucional, uma vez que “A Banca foi a primeira organização da periferia contratada no âmbito da iniciativa do BNDES Periferias e executará um programa desse porte. Foi muito suor, muito corre e muito conhecimento acumulado para chegar até aqui. Esse apoio permite combinar capital semente, formação e incidência política para que os empreendimentos locais tenham mais estrutura e autonomia.”

Para Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação da Área de Desenvolvimento Social e Gestão Pública do BNDES, a iniciativa se conecta à estratégia do banco para apoiar territórios periféricos urbanos. “Em março de 2024, o BNDES lançou a iniciativa BNDES Periferias, marcando um novo olhar para as comunidades periféricas brasileiras. O Programa ANIP BNDES Periferias integra essa agenda e se destaca por apoiar diretamente empreendimentos e organizações do Jardim Ângela, combinando formação, participação social e capital semente para fortalecer o desenvolvimento econômico e social do território.”

Arquitetura do programa

BNDES ANIP Periferias está estruturado em três eixos. O primeiro abarca as Rodas de Conversa – encontros territoriais voltados à troca entre pares e ao mapeamento de desafios comuns. O segundo é o fórum “Nada de Nós sem Nós”, espaço de participação social destinado à formulação de propostas e incidência sobre temas estratégicos do desenvolvimento local. O terceiro eixo reúne dois percursos formativos com transferência direta de recursos.

Na modalidade “Pensando Junto”, iniciativas em estágio inicial recebem formação e capital semente de R$ 1 mil para estruturação de atividades. O percurso “Dando Aquela Força”, por sua vez, é voltado a empreendimentos mais consolidados – nele, o aporte é de R$ 10 mil por iniciativa, destinado a investimentos em estrutura, equipamentos ou fortalecimento institucional.

Eixos temáticos

De acordo com Fabiana Ivo, gestora operacional de A Banca e da ANIP, a arquitetura do programa busca integrar capacitação, recursos financeiros e governança local. “Partimos do entendimento de que políticas de desenvolvimento territorial demandam articulação entre formação, financiamento e participação ativa dos atores envolvidos”, aponta.

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