Atendendo fundadores de empresas como Tempest, Flash, Uber e QuintoAndar, family office promove encontros sobre patrimônio, liquidez e transição pós-negócio.
Em um cenário em que São Paulo reúne mais de 500 startups e mais de 20 fundos de venture capital ativos, os fundadores costumam estar no centro das discussões sobre captação, crescimento, inovação e investimentos. Questões relacionadas à vida financeira do empreendedor e aos desafios do período pós-liquidez, porém, ainda têm menos espaço no ecossistema de tecnologia. É nesse contexto que a Beacon, family office especializado no setor, participa da SP Tech Week, realizada entre 13 e 18 de setembro, com debates que propõem colocar o founder no centro da conversa, não apenas como empreendedor ou alvo de investimentos, mas também como cliente e indivíduo.
A SP Tech Week é uma semana descentralizada de eventos realizados em diferentes pontos de São Paulo por empresas, fundos, aceleradoras e comunidades do ecossistema de tecnologia. A programação reúne painéis, encontros, jantares, momentos de networking e negociações com executivos do setor, com o apoio de grandes instituições financeiras, como Itaú BBA, J.P. Morgan e Volpe Capital, além de um fundo ancorado pelo BTG.
A Beacon pretende discutir como empreendedores podem se preparar para diferentes momentos da jornada patrimonial, desde a construção do patrimônio até eventos de liquidez e a transição para uma nova etapa profissional e pessoal. A proposta é ampliar a conversa tradicional do ecossistema, que costuma se concentrar na empresa, para incluir também as decisões financeiras e patrimoniais do fundador.
Para Ricardo Coelho Duarte, CEO da empresa, a participação na SP Tech Week representa uma oportunidade de ampliar a discussão sobre os desafios que surgem na vida dos empreendedores à medida que seus negócios amadurecem e geram eventos de liquidez. “A jornada do founder não termina quando acontece a liquidez. Muitas vezes, é justamente nesse momento que começam decisões financeiras e pessoais para as quais o empreendedor passou anos sem precisar se preparar. Queremos trazer essa conversa para dentro do ecossistema e mostrar que cuidar do patrimônio e da vida financeira do founder também é uma forma de cuidar da continuidade desse ecossistema”, afirma.
A Beacon projeta ultrapassar R$ 1 bilhão em ativos sob gestão (AuM) em 2026 e registra crescimento de 28% em sua base de clientes, que atualmente reúne 60 famílias ligadas ao ecossistema de tecnologia. Entre os empreendedores atendidos estão founders de empresas como Tempest, Flash, Fanatee, BeConfident, Bhub, Musa, Kamino, Sanii, MeSalva, Uber e QuintoAndar.
A participação na SP Tech Week acontece após a recente incorporação da 314 Capital pela empresa. A operação consolida uma parceria iniciada em 2025 e marca uma nova etapa na evolução da empresa como uma plataforma integrada de family office. Com a incorporação, amplia a oferta de soluções para founders e famílias empresárias do setor de tecnologia, reunindo diferentes frentes de gestão patrimonial em uma estrutura integrada.
Segundo Ricardo, a combinação entre conhecimento do ecossistema de tecnologia e uma visão mais ampla sobre patrimônio permite acompanhar o empreendedor em diferentes fases de sua trajetória. O objetivo é atuar desde a construção e organização do patrimônio até momentos de liquidez e decisões relacionadas à sucessão e à continuidade financeira. “Ao longo da jornada, o founder passa por mudanças muito grandes: constrói uma empresa, capta recursos, transforma participação societária em patrimônio e, em algum momento, precisa decidir o que fazer com esse patrimônio e com o próprio tempo. A nossa proposta é estar ao lado dele nessas transições, entendendo que a pessoa não pode desaparecer da equação quando a empresa cresce”, conclui.

