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Psicóloga Cris Linnares, alerta sobre “Violência Doméstica”, nesta época de confinamento

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Em tempos de confinamento, a psicóloga Cris Linnares, alerta sobre “Violência Doméstica”

POR: Fattima Amaral – OxoFlow

Em relatório divulgado dia 20 de abril, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) informa que o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817, na comparação entre março de 2019 e março de 2020. A quantidade de feminicídios também subiu no estado, de 13 para 19 casos (46,2%).

Com aumento da violência doméstica durante a  quarentena,  a psicóloga de mulheres e escritora do livro “Doidas no Divã”, Cris Linnares, chocou no Instagram com uma frase que está quebrando paradigmas e fazendo a gente repensar a maneira que lidamos com a violência domestica no Brasil.

Em seu vídeo, intitulado “Mulher Não É Vítima”, ela fala que um dos problemas de organizações, ONGS, é que usamos a palavra “vítima” em vez de falarmos que a mulher está em situação de violência doméstica: “Quando colocamos uma mulher como vítima, até pela definição dessa palavra, a gente não está dando nem uma escolha para ela, a não ser continuar presa a um sistema abusivo.”

 MULHER NÃO É VÍTIMA!

Violência pode acabar antes dos hematomas… 

Um dos problemas  para diminuirmos essa estatística, de acordo com a psicóloga Cris Linnares, “é a mulher se ver como “vítima”, e não reconhecer, que ela não é uma “vencida”, como a etimologia dessa palavra diz, mas ela está em uma “situação” de violência. E toda situação pode ser mudada.”

Depois de trabalhar com terapia de grupos com mulheres nessa situação no Brasil e nos Estados Unidos, Linnares percebeu que quando uma mulher se vê, ou eh vista, como vítima, ela pode demorar mais para reconhecer, denunciar a violência, e se libertar dessa situação.

“ A maioria das mulheres só procuram ajuda quando já tem cicatrizes no corpo, mas precisamos aumentar a consciência de que a violência doméstica começa muito antes dos hematomas.”

Para isso, a psicóloga sugeri que precisamos compartilhar mais através de ações sociais e dos meios de comunicação, os outros tipos de violência contra mulher previstos pela Lei Maria da Pena de 2006:

1 – violência física: é a que mais a mulher percebe porque deixa marcas no corpo.

2 – violência moral: Injúria, xingamentos (“sua gorda, louca, vagabunda…” )

3 – calúnia : quando o abusador acusa a mulher de um crime ou fato específico que ela não cometeu  ( “Você negligenciou o nosso filho…)

4 – difamação : – utiliza palavras de baixo calão para outros  ( “ela é desequilibrada” )

5 -violência patrimonial: (quebrar a cadeira, jogar o vaso na parede quando a mulher vai sair para fazer um curso e se aperfeiçoar)

6 – violência sexual. Estupro.

5 – violência psicológica – faz ela se sentir incapaz como mãe, como mulher…

O que fazer diante dessa situação? 

“Quando a mulher perceber um desses abusos físicos ou emocionais,  ela precisa reconhece-los como violência e começar a colher provas sobre esse atos.”

Ex: áudios de Whatsapp, conversas telefônicas, troca de E-mails, testemunha que presenciou.

E o mais importante : lembre que você não eh vítima desse abusador, você está em uma situação abusiva que você não sabia, e você pode encontrar caminhos para se liberar!

Cris é a única brasileira nomeada pela revista Glamour americana como uma das 50 heroínas dos Estados Unidos pelo seu trabalho com saúde mental e empoderamento feminino, e foi convidada a compartilhar sua história e trabalho pioneiro em dois TEDxtalk, a conferência dos maiores pensadores do mundo.

Com cursos de aprofundamento em Terapia Cognitiva pela Universidade de Harvard, e Estudo da Mulher pela Universidade da Califórnia, atualmente, Cris ministra suas palestras e treinamentos divertidos

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