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Quase 40% dos jovens entre 21 e 25 anos já deixaram vagas ou processos por saúde mental, aponta levantamento da Rede Cidadã

Créditos da foto: Divulgação

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Mapeamento com mais de 2,2 mil usuários da plataforma Taqe revela curva acentuada de desgaste emocional após os primeiros anos no mercado de trabalho; prioridade por equilíbrio supera ambição salarial para 78,8% dos entrevistados.

O impacto psicológico das relações de trabalho tornou-se um dos fatores centrais para a permanência e a atração de talentos jovens. É o que revela um novo levantamento conduzido pela Rede Cidadã, organização que atua há mais de duas décadas na inclusão produtiva no país, a partir de dados coletados com 2.217 usuários da Taqe, sua plataforma digital de empregabilidade.

Segundo o mapeamento, 37,9% dos jovens com idades entre 21 e 25 anos já desistiram de um processo seletivo ou pediram demissão de um emprego por conta de impactos negativos na própria saúde mental.

O levantamento mostra que os relatos de impacto da saúde mental aumentam nas faixas etárias mais elevadas, especialmente entre jovens de 21 a 25 anos. Na faixa etária de entrada (16 a 20 anos), o índice conjunto de abandono de processos seletivos ou pedidos de saída por desgaste psicológico é de 20,1%. Ao atingir a faixa de 21 a 25 anos, o número praticamente dobra.

“Os indicadores mostram que o desgaste com o ambiente de trabalho e as exigências corporativas não é abstrato: ele já se converte em perda real de talentos para as organizações. As empresas precisam construir ambientes psicologicamente seguros e rotinas sustentáveis para que esses profissionais consigam permanecer e se desenvolver”, destaca Fernando Alves, diretor-executivo da Rede Cidadã.

Mais velhos pedem mais demissão por esgotamento

A desagregação dos motivos aponta diferenças significativas na forma como as faixas etárias reagem à sobrecarga profissional:

O paradoxo: urgência no presente, busca por bem-estar no longo prazo

O levantamento também joga luz sobre o equilíbrio que a juventude tenta encontrar entre a necessidade urgente de sustento e a recusa em manter rotinas exaustivas:

“Para a liderança e para as áreas de gestão de pessoas, o levantamento funciona como um alerta: a atratividade salarial não é suficiente para blindar equipes contra o turnover precoce. Remuneração, saúde emocional, modelo de atuação e cultura interna compõem uma equação integrada nas escolhas dessa nova força de trabalho”, conclui Alves.

Os números do levantamento

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