História de José Magno Pacheco revela como experiência e convivência entre gerações fortalecem empresas em um mercado de trabalho cada vez mais diverso
Em um mercado de trabalho marcado por mudanças rápidas e vínculos cada vez mais curtos, histórias de longa permanência em uma mesma empresa se tornam raras – e ainda mais valiosas. É o caso de José Magno Pacheco, soldador da Orguel, que se despediu recentemente da empresa após quase cinco décadas de trabalho.
A trajetória de José Magno reflete uma realidade cada vez mais discutida no mercado: o envelhecimento da força de trabalho e o valor estratégico de equipes multigeracionais. Se por um lado é menos comum permanecer décadas em uma mesma empresa, por outro cresce o número de profissionais mais experientes ativos e produtivos.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostram que o número de pessoas com mais de 60 anos ocupadas saltou 76% em pouco mais de uma década, passando de 4,9 milhões em 2012 para 8,6 milhões em 2025.
Esse movimento tem levado empresas a valorizarem cada vez mais a experiência acumulada, a maturidade emocional e o repertório técnico dos profissionais mais velhos, ao mesmo tempo em que integram novas gerações com diferentes visões, habilidades digitais e ritmo de trabalho.
Para José Magno, a convivência com profissionais mais jovens sempre foi natural. “Nunca vi problema nenhum em trabalhar com gente nova. Pelo contrário, sempre ensinei o que sabia e também aprendi muito. Eu falo para eles: quem está começando agora precisa plantar para colher lá na frente. Dedicação faz diferença”, aconselha.
Ele destaca que a tecnologia nunca foi uma barreira, mas uma oportunidade de evolução. “Comecei muito novo e fui crescendo junto com a empresa e com a profissão. Antes era tudo na mão, hoje tem máquinas, tecnologia e pessoas mais novas chegando o tempo todo. Eu fui aprendendo, me adaptando, acompanhando essa transformação”, ressalta.








