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R$ 1,5 bilhão: Fundo da Ouro Preto supera CDI desde 2012

Leandro Turaça - Créditos da foto: Divulgação

Leandro Turaça - Créditos da foto: Divulgação

Com patrimônio acima de R$ 1 bilhão e meta de chegar a R$ 1,5 bilhão em 2026, FIC FIDC da Ouro Preto consolida histórico de retorno consistente em crédito privado

mercado de crédito privado viveu nos últimos 12 meses um dos períodos mais dinâmicos desde a criação dos FIDCs e dos fundos híbridos que investem nessa classe. A maior abertura regulatória, a entrada de novos investidores e a migração do crédito do sistema bancário tradicional para estruturas de mercado elevaram a procura por estratégias com lastro em recebíveis. Dentro desse movimento, o FIC FIDC da Ouro Preto Investimentos entregou um desempenho acima das principais referências de renda fixa e ampliou de forma significativa seu patrimônio líquido, que em 2026 atingiu a marca de mais de R$ 1 Bilhão de patrimônio liquido. O avanço foi sustentado pela combinação entre governança de crédito, capacidade de originação e um fluxo crescente de investidores que buscaram alternativas mais robustas diante da volatilidade do ano. O retorno acumulado do fundo em 2025 permaneceu acima do CDI, reforçando a leitura de que estratégias baseadas em recebíveis pulverizados têm conseguido navegar bem em cenários de juros altos e seletividade maior. A consistência mensal atraiu investidores qualificados, já que a abertura em novas plataformas ampliou o alcance da estratégia. Com o desempenho em 2025, a gestora projeta patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão até o final 2026. 

      Em termos objetivos, o fundo encerrou 2025 com rentabilidade de 16,71%, equivalente a 116,72% do CDI no período, mantendo desempenho consistente também na janela de 12 meses, com 17,38% e 123% do CDI. Desde o início em junho de 2012, o retorno acumulado alcança 424%, frente a 258% do CDI, com volatilidade anualizada de 0,05%, o que demonstra uma trajetória de retorno consistente superior ao CDI com baixa oscilação e controle de risco estruturado. Na prática, o FIC FIDC aloca recursos em cotas de outros FIDCs, ampliando a diversificação e a eficiência na gestão de risco. Seu objetivo é gerar retornos recorrentes superiores a 100% do CDI por meio de gestão ativa e seleção criteriosa de estratégias lastreadas em recebíveis. O produto é voltado a investidores qualificados e busca capturar oportunidades ao longo do ciclo, sem abrir mão de disciplina e governança.

O crescimento da base de cotistas foi acompanhado por uma elevação contínua do patrimônio, que acelerou entre maio e agosto de 2025, período em que o fundo consolidou entradas relevantes e passou a figurar com destaque entre as principais captações da gestora. “O desempenho em 2025 de retorno acima do CDI seguiu com  regularidade, não apenas com picos isolados. Isso mostra que a estratégia é sólida, que o processo de seleção de crédito está maduro e que existe espaço para crescer sem perder disciplina”, afirma Leandro Turaça, sócio gestor da Ouro Preto Investimentos. O comportamento do fundo refletiu também a expansão da própria indústria de FIDCs, que encerrou o primeiro semestre com crescimento expressivo tanto em volume quanto em número de operações. O aumento do estoque de recebíveis no país, aliado ao avanço dos fundos acessíveis , criou um ambiente favorável para estratégias que combinam risco controlado, com monitoramento em tempo real e diversificação setorial. 

      A busca de investidores por alternativas às aplicações tradicionais, diante da desaceleração do crédito bancário tradicional, também impulsionou a demanda. “Existe um amadurecimento claro na forma como o investidor enxerga produtos ligados a recebíveis. Ele entende o risco, acompanha a estrutura e valoriza consistência. Isso explica por que fundos como o nosso conseguiram capturar esse fluxo com tanta rapidez”, observa Turaça. A perspectiva para 2026 é de continuidade no crescimento do patrimônio e de estabilização da base de cotistas com perfil mais diversificado. A Ouro Preto Investimentos projeta que o fundo mantenha o ritmo acima da média da indústria, especialmente em um ambiente de maior busca por crédito estruturado e por produtos que combinem liquidez controlada e retorno real ao investidor. O histórico de mais de 14 anos com performance positiva reforça a resiliência da estratégia, que deve se manter como uma das principais apostas da gestora para investidores que buscam rendimento mais previsíveis, segurança estrutural e exposição ao avanço do mercado de capitais no crédito privado.

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