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R$ 97 bilhões em litígios impulsionam nova fronteira de investimentos no Brasil

Matheus Matos - Créditos da foto: Divulgação

Matheus Matos - Créditos da foto: Divulgação

O avanço da inadimplência e a escalada dos litígios ampliam a liquidez de ativos problemáticos e redesenham o mercado para 2026.

O mercado brasileiro de ativos problemáticos entrou em uma fase de expansão estrutural, impulsionada por um estoque de cerca de R$ 312 bilhões em créditos inadimplentes, mais de 55,6 mil recuperações judiciais acumuladas desde 2020 e aproximadamente R$ 97 bilhões em créditos litigiosos negociados no mercado secundário, um volume que reflete a combinação de juros elevados, crédito mais seletivo e pressão persistente sobre o caixa de empresas e famílias. Esse ambiente prolonga disputas judiciais, incentiva bancos e credores a limpar balanços e amplia a oferta de ativos estressados com descontos que chegam a variar entre 70% e 90% em alguns setores, criando janelas raras para investidores capazes de lidar com complexidade jurídica e assimetrias de informação. Nesse contexto, gestores especializados ganham protagonismo ao atuar em NPLs, créditos falimentares e recuperacionais, disputas empresariais complexas e reestruturações profundas, transformando passivos judiciais em ativos investíveis, movimento que deixa de ser conjuntural e posiciona 2026 como um ponto decisivo para estratégias de retorno descorrelacionado em um cenário de crédito caro e crescimento moderado.

        A arquitetura de análise da empresa se apoia em metodologias proprietárias de diligência jurídica e financeira capazes de antecipar cenários de recuperação com precisão. A operação mapeia gargalos processuais, identifica assimetrias relevantes e mensura o potencial econômico de cada ativo com granularidade. Esse rigor permite separar oportunidades viáveis de situações cujo risco jurídico compromete qualquer retorno razoável. O foco recai sobre disputas complexas e créditos paralisados há anos, em que credores tradicionais já esgotaram alternativas. É nesse universo que surgem as melhores oportunidades, dada a diferença entre o desconto de aquisição e os fluxos recuperados ao longo da execução. Segundo Matheus Matos, Sócio da MA7 Negócios, “o trabalho em distressed exige precisão, porque a diferença entre um ativo recuperável e um passivo sem saída está na leitura técnica de cada detalhe processual e econômico”. Em um ambiente de maior litigiosidade, a especialização se tornou determinante, já que recuperar valor demanda engenharia jurídica, capacidade de negociação e execução estruturada. A combinação desses fatores explica por que o segmento ganhou relevância entre investidores de médio e grande porte.

        A diversificação setorial tornou-se peça central da estratégia da empresa diante da mudança estrutural no perfil da inadimplência brasileira. Nos últimos anos, a casa ampliou sua atuação para energia, varejo, consumo, indústria e ativos imobiliários com passivos complexos, áreas que concentram volumes expressivos de dívidas judicializadas. Essa ampliação permite acessar carteiras com diferentes níveis de risco e ajustar o portfólio conforme oscilações macroeconômicas. Investidores sofisticados passaram a enxergar distressed como componente fundamental de portfólios que buscam retorno ajustado ao risco em ciclos de juros elevados. Paralelamente, a digitalização crescente do sistema jurídico reduziu incertezas ao acelerar análises antes limitadas por burocracias processuais. A empresa acompanha esse movimento ao combinar engenharia jurídica com modelos técnicos de reestruturação, aumentando a probabilidade de recuperação mesmo em situações adversas. O resultado é um alcance maior em segmentos historicamente subexplorados e uma agilidade superior na tomada de decisão. Esse conjunto de fatores contribui para consolidar a operação como referência no ecossistema de ativos estressados.

       As projeções para 2026 indicam continuidade da pressão sobre empresas e credores, com inadimplência elevada e disputas judiciais em crescimento. Esse ambiente reforça a importância de estruturas capazes de recompor parte do valor perdido em ativos que o mercado tradicional considera inviáveis. A MA7 atua nesse eixo ao priorizar créditos com potencial de recuperação dentro de prazos economicamente racionais e risco jurídico mensurável. A tese se sustenta na combinação entre desconto relevante na aquisição, previsibilidade durante a execução e valorização após a reestruturação. Para investidores, o segmento se tornou alternativa essencial em ciclos de volatilidade prolongada. Segundo Paulo Vitor Magalhães, Head de Novos Negócios da MA7 Negócios, “distressed deixou de ser apenas um nicho oportunista e passou a ser uma classe de ativos essencial para quem busca retorno ajustado ao risco em ciclos de volatilidade prolongada”. Com profundidade técnica, governança e capacidade de execução em ambientes complexos, a empresa reforça sua posição como uma das mais preparadas para capturar valor em estruturas litigiosas e mercados de alta assimetria.

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