Incentivos fiscais podem reduzir o custo inicial de novos empreendimentos e aumentar a atratividade do país para projetos de infraestrutura de IA
Com a sanção do Governo Federal, o Redata, regime especial de tributação que prevê incentivos fiscais para o setor de data centers, passa a criar condições mais competitivas para a instalação e expansão desses empreendimentos no Brasil. A medida busca reduzir barreiras para investimentos de grande porte, ampliar a atratividade do país para investidores internacionais e acelerar a construção da infraestrutura necessária para sustentar o avanço da economia digital.
Para Fernando Palamone, CEO da RT-One, desenvolvedora de uma das maiores plataformas de infraestrutura para inteligência artificial da América Latina e responsável pela implantação de parques tecnológicos voltados para IA, o Redata contribui para tornar o setor nacional mais competitivo para novos projetos.
“Segundo o relatório aprovado no Senado, o regime pode reduzir em até 30% o investimento inicial de um empreendimento. Na prática, isso pode significar maior capacidade de atração de capital, estímulo à expansão da infraestrutura digital e melhores condições para que empresas que dependem de processamento de alta capacidade escolham o Brasil como base para suas operações”, comenta o CEO.
Ao redor da infraestrutura necessária para a construção de data centers podem surgir novos negócios, parcerias com universidades, centros de pesquisa e empresas de tecnologia, destravando um ecossistema econômico formado a partir do Redata. Mas, mesmo com a nova política, Palamone acredita que ainda há desafios para o Brasil no setor.
“Haverá energia disponível? Em quanto tempo? A que custo? Haverá conectividade suficiente? O licenciamento será previsível? Existirá mão de obra qualificada? Essas respostas serão determinantes para transformar interesse em investimento efetivo. O Redata deve ser entendido como ponto de partida, e não como ponto de chegada”, pontua Fernando.
Outro efeito econômico relevante gerado pelo novo regime é o desenvolvimento de polos de tecnologia e infraestrutura fora dos grandes centros tradicionais, expandindo a economia digital para novas regiões. Perante a crescente demanda por IAs, a RT-One planeja a construção de dois parques tecnológicos de data centers na América Latina, um Minas Gerais e outro no Paraná.
“Projetos dessa natureza movimentam fornecedores, demandam profissionais especializados, criam oportunidades de qualificação, aproximam empresas de universidades e centros de pesquisa, e podem contribuir para a atração de novos negócios”, opina Palamone.








