Com a aproximação de 2027, empresas precisam adaptar sistemas, documentos fiscais e fluxos financeiros para operar com IBS e CBS; para Luiz Figueira, CEO da Smart Online, tecnologia será determinante para evitar que a transição vire um gargalo operacional
A Reforma Tributária entra em uma nova fase em 2026, com empresas acelerando a adaptação de sistemas e processos para a entrada efetiva do novo modelo em 2027. Ao mesmo tempo, pontos importantes da operação ainda estão em definição, como a implementação do split payment, mecanismo que prevê a separação e o recolhimento dos tributos no momento da liquidação financeira das operações.
Para Luiz Figueira, CEO da Smart Online, plataforma especializada em gestão tributária, o principal desafio deixou de ser apenas entender a legislação e passou a ser transformar as novas regras em processos operacionais capazes de funcionar em escala.
“Estamos entrando em uma etapa em que a Reforma Tributária deixa de ser um projeto futuro e passa a fazer parte da operação das empresas. IBS e CBS precisam estar refletidos nos documentos, nos sistemas e nos fluxos financeiros. Se essa infraestrutura não estiver preparada, a complexidade tributária pode se transformar em impacto direto no caixa e na operação”, afirma Figueira.
A preocupação ganha relevância diante da proximidade de 2027. A transição exigirá a convivência entre diferentes tributos e regras, enquanto as empresas terão de adaptar sistemas, revisar processos e garantir a correta geração e rastreabilidade das informações fiscais.
Segundo Figueira, a tecnologia terá papel central nesse processo, principalmente para empresas que operam grandes volumes de transações, como e-commerces, marketplaces, distribuidores e transportadoras.
“Não basta emitir corretamente uma nota fiscal. É preciso conectar o documento à obrigação tributária, ao pagamento e à gestão financeira. A Reforma aumenta a necessidade de rastreabilidade e de integração entre essas etapas. Quem deixar essa adaptação para a última hora corre o risco de transformar uma mudança tributária em um problema operacional”, diz.
A Smart Online atua justamente nessa camada, conectando documentos fiscais, pagamentos e gestão tributária em uma única operação. A empresa afirma que sua infraestrutura já está sendo adaptada para a nova dinâmica de IBS, CBS e gestão de créditos.
Para o executivo, a preparação antecipada será especialmente importante durante o período de transição, que se estende até 2033.
“A Reforma Tributária é uma mudança estrutural e não uma simples troca de alíquotas. As empresas precisarão operar durante anos em um ambiente de transição, com regras antigas e novas convivendo. Por isso, ter dados confiáveis e uma jornada tributária integrada será cada vez mais importante para preservar margem, crédito e previsibilidade financeira”, conclui Figueira.








