Com alta de 12,7% nas aberturas de empresas em relação a 2024 e avanço expressivo no número de CNPJs da construção civil, Santa Catarina mantém sua posição entre os principais polos de investimento imobiliário do país. Em meio a obras de infraestrutura e novos empreendimentos reforçam a confiança de empresários e investidores no potencial de longo prazo.
Santa Catarina encerrou 2025 com o maior número de aberturas de empresas dos últimos anos e um recorte que chama atenção para a construção civil. De acordo com dados do Cartão CNPJ da Receita Federal, 297.981 empresas foram abertas em 2025, contra 253.487 em 2024 – alta de 17,6%.
O setor de serviços segue na liderança, com 187.274 novos CNPJs em 2025, à frente do comércio (51.572) e da indústria (29.577). Mas é a construção civil que aparece como um dos termômetros do momento econômico: o segmento passou de 23.810 novas empresas em 2024 para 27.542 em 2025, crescimento de 15,7% em um ano. A agropecuária registrou 1.940 aberturas.
Por porte, os microempreendedores individuais (MEI) concentram a maior parte das formalizações, com 223.206 registros em 2025, o equivalente a 74,91% das aberturas. As microempresas (ME) somam 54.131 novos CNPJs, cerca de 18,17% do total, o que indica que parte dos negócios amadurece e passa a operar em estruturas maiores, gerando mais empregos e renda.
No caso da construção civil, o aumento no número de empresas reforça a percepção de que o setor entra em um novo ciclo, puxado por obras de infraestrutura, demanda habitacional e projetos de alto padrão em regiões em expansão, como o litoral Norte catarinense.
Para Fabrício Bellini, CEO da Blue Heaven Empreendimentos, um das mais renomadas construtoras do estado focada em empreendimentos boutique que ligam engenharia de ponta com design e sustentabilidade, e analista do mercado imobiliário de Itajaí e região, os números mostram confiança na continuidade dos investimentos:
“Quando cresce o número de empresas de construção, não é só mais obra no papel. É toda uma cadeia que se organiza em torno de tecnologia, fornecedores e mão de obra qualificada. No litoral, esse movimento aparece com força em projetos conectados com o mar e empreendimentos mais autorais, que atendem um público de alta renda. Em Itajaí, a valorização do metro quadrado e a procura por imóveis ligados à natureza comprovam que o investidor enxerga a cidade como um dos principais destinos do país para construir patrimônio”, afirma o executivo a exemplo do empreendimento da construtora Infinitá Tree House, em fase de finalização, e que teve um salto de valorização de mais de 100% em 4 anos. O edifício, premiado internacionalmente e assinado pelo renomado escritório franco-brasileiro Triptyque, comandado por Greg Bousquet, traz uma série de diferenciais, de piscina de vidro na sacada com laje inclinada e revestimentos de pedras vulcânicas.
Dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial reforçam essa leitura: Itajaí registrou alta de 8,23% no preço dos imóveis em 2025 (até novembro) e 9,51% nos últimos 12 meses, superando a média nacional de 6,92%. Com preço médio de R$ 12.780 por metro quadrado, o município figura entre os mercados mais valorizados do Brasil, ao lado de Balneário Camboriú, Itapema e Florianópolis.
Segundo Bellini, o desafio para 2026 será acompanhar o avanço dos indicadores de abertura de empresas com planejamento urbano e produtos imobiliários que combinem rentabilidade, qualidade arquitetônica e impacto positivo nas regiões onde são implantados.

