
Especialista analisa a padronização dos formatos nas redes e dá caminhos para marcas que querem personalizar conteúdos e gerar conexão com suas comunidades
São Paulo, junho de 2025 — Nos últimos anos, plataformas como LinkedIn, Instagram, Facebook, TikTok e YouTube passaram a oferecer formatos de conteúdo muito semelhantes, como vídeos curtos (Reels, Shorts) e imagens interativas. Esse movimento não aconteceu por acaso: segundo Rebeca Duarte, Branding & Design Executive Manager da Adtail, trata-se de um ciclo natural do comportamento digital.
“Entendo que a padronização dos formatos sempre acaba acontecendo como um ciclo de corresponder e incentivar um comportamento dos usuários. O formato de vídeos curtos, por exemplo, se mostrou extremamente eficaz em reter o público — primeiro no TikTok, o que forçou Instagram (Reels), YouTube (Shorts) e até LinkedIn (vídeos mais curtos e dinâmicos) a adotarem modelos semelhantes”, explica.
Segundo ela, a estrutura de negócios dessas plataformas é baseada na retenção e no tempo de permanência da audiência. Ao identificar formatos de alto engajamento em concorrentes, rapidamente cada empresa busca se adaptar para não perder relevância.
Essa falta de diferenciação traz impactos importantes para marcas que dependem dessas plataformas para se comunicar com o público. “O formato do conteúdo é parte inerente da mensagem que vai ser entregue. Por isso, é comum que conteúdos, mesmo que diferentes, acabam se parecendo quando criados para um formato específico. A consequência é um “mar de repetição”, aponta Rebeca.
Para as marcas, isso significa mais dificuldade para capturar a atenção do público de forma orgânica, já que os conteúdos se tornam previsíveis e muitas vezes intercambiáveis entre plataformas. “A disputa se torna ainda mais acirrada e obriga investimentos maiores em criatividade e mídia paga para gerar destaque”, complementa.
Como se destacar na padronização?
Mesmo com formatos tão parecidos, ainda há espaço para se diferenciar. Segundo Rebeca, a chave está em traçar duas estratégias: a primeira é “surfar na onda” e aproveitar a familiaridade do formato para atrair o olhar da audiência; a segunda é aprofundar a experiência com o conteúdo, construindo uma narrativa que realmente converse com a comunidade de forma genuína.
“Se o formato já aproxima muito a ‘cara’ do conteúdo, vale a pena traçar estratégias diferentes: uma para chamar atenção pela semelhança e outra para gerar conexão real com o público”, orienta a especialista. Entre as principais estratégias para personalizar conteúdos, mesmo dentro das limitações atuais, Rebeca destaca cinco:
1- Segmentação profunda: planeje conteúdos adaptados para nichos específicos da audiência, ao invés de tentar agradar a todos. “As personalidades são complexas e cheias de camadas; explore essas diferenças”, enfatiza a especialista;
2- Uso de UGC (User-Generated Content): invista na construção de uma comunidade ativa, valorizando quem quer falar dos seus produtos ou serviços de um jeito próprio.
3- Storytelling humanizado: mostre rostos, histórias reais e bastidores. “Nada supera o instinto social que todos nós temos e buscamos alimentar nas plataformas digitais”, completa Rebeca;
4- Formatos híbridos: pense em conteúdos que podem ser trabalhados tanto em vídeos curtos quanto em séries longas e aprofundadas;
5- Micro influenciadores: trabalhe com vozes que conversam de forma natural com diferentes comunidades, justamente pela autenticidade da linguagem daquele criador de conteúdo.
A personalização em cada rede social
Embora os formatos sejam semelhantes, as possibilidades de personalização variam entre as plataformas. No LinkedIn, por exemplo, o conteúdo B2B e as narrativas profissionais se destacam, sendo possível variar bastante conforme o setor e o nível de cargo. Já o TikTok favorece conteúdos extremamente nichados, permitindo maior experimentação criativa. Além disso, redes de comunidade como Discord, Reddit e Canais de Transmissão oferecem um ambiente propício para personalização extrema e a construção de microcomunidades altamente engajadas.
Segundo Rebeca, ferramentas de inteligência artificial e análise de dados são indispensáveis nesse processo. “A IA generativa permite expandir ideias, buscar referências e até impulsionar o processo criativo de maneira mais autônoma”. E completa: “aposte em soluções que ajudem a compilar, ler e interpretar dados com agilidade, garantindo que as produções sejam mais baseadas em informações reais da audiência do que apenas no repertório pessoal”.
Sobre a Adtail
A Adtail é uma agência full service que vai além do marketing digital de performance, oferecendo uma gama completa de soluções, como digital planning, paid media, SEO optimization, CRM marketing, inbound marketing, social media, creative & design. Composta por uma equipe de mais de 200 profissionais certificados pelas principais plataformas do mercado e forte know how tecnológico, a empresa utiliza ferramentas renomadas e metodologias próprias para otimizar processos e performance. Com escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Blumenau e Curitiba – e atuação em toda América Latina – a Adtail faz parte da Cadastra. Mais informações: https://adtail.ag/








