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Segurança na movimentação de cargas exige mais do que cumprir a NR-11

Créditos da foto: Divulgação

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Especialista alerta que reduzir acidentes requer equipamentos adequados, manutenção preventiva e capacitação contínua, além do cumprimento da norma

A movimentação de materiais continua sendo uma das atividades com maior potencial de risco dentro de operações industriais, centros de distribuição e armazéns. Embora a Norma Regulamentadora nº 11 (NR-11) estabeleça os requisitos mínimos para transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de cargas, especialista destaca que a redução consistente de acidentes depende de uma gestão preventiva que envolve desde a escolha do equipamento até a cultura de segurança adotada pelas empresas. 

A NR-11 determina que equipamentos de movimentação de cargas sejam operados por profissionais capacitados, passem por inspeções periódicas e sejam utilizados dentro das especificações definidas pelo fabricante, além de prever condições adequadas para armazenagem e circulação de materiais. O objetivo é preservar a integridade dos trabalhadores e reduzir riscos operacionais em ambientes industriais e logísticos. 

Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, muitas empresas ainda associam segurança apenas ao treinamento do operador, quando a prevenção começa muito antes da empilhadeira entrar em operação. 

“Grande parte dos acidentes não está relacionada apenas ao comportamento do operador. Muitas ocorrências têm origem na utilização de equipamentos inadequados para a atividade, na ausência de manutenção preventiva, na falta de planejamento da operação ou até na circulação desorganizada de pessoas e máquinas dentro da planta. A segurança precisa ser tratada de forma integrada”, afirma Mello.

Na avaliação do executivo, outro aspecto que vem ganhando importância é a modernização da frota. A substituição gradual de empilhadeiras movidas a combustão por modelos elétricos tem contribuído para operações mais eficientes e seguras, especialmente em ambientes internos, onde há maior circulação de pessoas e necessidade de controle da qualidade do ar. 

“As empilhadeiras elétricas oferecem vantagens que vão além da sustentabilidade. Elas proporcionam menor emissão de ruído, eliminam gases provenientes da combustão em ambientes fechados, demandam menos intervenções de manutenção e proporcionam uma operação mais estável. Quando o equipamento é corretamente dimensionado para a aplicação, toda a operação ganha em segurança e produtividade”, explica Humberto.

Além da renovação da frota, o diretor destaca que inspeções diárias, check-lists operacionais, manutenção programada e reciclagens periódicas dos operadores continuam sendo medidas fundamentais para reduzir falhas e aumentar a vida útil dos equipamentos. 

“É muito importante pontuar que a manutenção preventiva não deve ser vista como custo, mas como investimento. Um equipamento em boas condições reduz o risco de paradas inesperadas e, principalmente, evita acidentes e garante que a operação aconteça dentro dos padrões de segurança previstos. Muitas empresas ainda concentram esforços apenas quando surge uma falha, quando o ideal é atuar de forma preventiva”, destaca o porta-voz. 

Junto a isso, outro fator que merece atenção, segundo Mello, é o crescimento das operações logísticas impulsionado pelo comércio eletrônico e pela necessidade de maior velocidade na movimentação de materiais. O aumento do ritmo operacional exige planejamento mais rigoroso para que produtividade e segurança caminhem juntas. 

Segundo projeção da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro deve movimentar R$ 234,9 bilhões em 2026, crescimento de aproximadamente 15% em relação ao ano anterior, impulsionando justamente a demanda por operações logísticas mais eficientes e maior capacidade de movimentação de mercadorias. 

“Cumprir a NR-11 é apenas o primeiro passo. Empresas que conseguem reduzir acidentes de forma consistente são aquelas que investem continuamente em quatro passos cruciais: capacitação, manutenção, equipamentos adequados e organização dos fluxos internos. Segurança não pode ser encarada como uma obrigação legal, mas como parte da estratégia operacional, porque protege pessoas, preserva patrimônio e aumenta a eficiência do negócio”, conclui Humberto Mello

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