Liderado por Jhonny e Carla Martins, grupo amplia área de educação e fortalece indicadores financeiros como base da expansão
Com faturamento superior a R$285 milhões em 2025, segundo dados informados pela própria companhia, o SERAC consolida sua posição como hub nacional de soluções corporativas nas áreas contábil, jurídica, tecnológica e na área de educação empresarial.Mais de R$40 milhões desse total vieram de programas educacionais. Para 2026, a projeção é ultrapassar os R$60 milhões apenas nessa frente.
A história do grupo está diretamente associada à atuação de Jhonny Martins e Carla Martins, vice-presidentes da companhia. À frente do que chamam internamente de “Família SERAC”, eles estruturaram um modelo que integra contabilidade consultiva, formação executiva e cultura organizacional como pilares de crescimento.
Para Jhonny Martins, contador e advogado, a eficiência contábil começa pela postura do próprio empresário. “Ao abrir uma empresa, é comum escolher alguém de confiança para comandar o setor financeiro. Mas, na contabilidade, o verbo não é confiar, é conferir. Uma pessoa de confiança, porém incompetente, pode causar um enorme estrago financeiro”, afirma.
Segundo o executivo, decisões ineficientes muitas vezes passam despercebidas quando não há acompanhamento técnico qualificado. “Sem alguém experiente, com bagagem no setor financeiro e contábil, erros estratégicos podem se tornar a razão das dificuldades enfrentadas pela empresa”, pontua.
Ele ressalta que a competência deve prevalecer sobre relações pessoais. “Quando o gestor é auxiliado por um profissional qualificado, há troca de valor real. Se a empresa paga juros elevados por antecipação de recebíveis, por exemplo, um contador preparado identifica alternativas para reduzir custos sem comprometer o capital de giro”, explica.
Indicadores como bússola estratégica
No modelo adotado pelo SERAC, a contabilidade assume papel estratégico e deixa de atuar apenas como área operacional. Jhonny Martins explica que a análise do desempenho financeiro é um dos primeiros passos para uma gestão mais eficiente. “O resultado final da operação é importante, mas é fundamental entender qual é o peso desse ganho dentro do faturamento total. Esse indicador mostra se o esforço, o tempo e o capital investidos estão, de fato, sendo compensados”, afirma.
Outros indicadores, segundo ele, são determinantes para decisões estratégicas. “O fluxo de resultados permite analisar a evolução do desempenho ao longo do tempo. A variação de caixa mostra se o resultado está se convertendo em recursos disponíveis. Já o ciclo financeiro revela a velocidade com que a empresa gera renda, considerando o tempo entre pagar fornecedores e receber vendas”, diz.
O EBITDA também integra o conjunto de análises consideradas essenciais. “Ele reflete o quanto a operação é capaz de gerar recursos antes de impostos, taxas, depreciação e amortização. É um indicador fundamental para investidores e sócios avaliarem a saúde operacional do negócio”, afirma.
Segundo o executivo, análises verticais e horizontais continuam relevantes para acompanhar a participação de despesas e evolução de resultados ao longo do tempo. A empresa afirma disponibilizar esses e outros indicadores aos clientes como parte do acompanhamento consultivo.
Propósito como fator de sobrevivência
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que seis em cada dez empresas encerraram suas atividades em até cinco anos, conforme levantamento divulgado em 2017. Para Jhonny, a ausência de propósito está ligada a parte desse cenário. “Sem um objetivo claro, o empresário perde a direção. O propósito é o combustível que sustenta decisões estratégicas e dá coerência ao crescimento”, afirma.
Ele defende que o lucro não pode ser o único norte. “O dinheiro é importante, mas não pode ser o objetivo final. Empresas que constroem impacto e cultura sólida tendem a alcançar resultados mais consistentes”, diz.
Carla Martins reforça que a cultura interna foi determinante para o crescimento do grupo. “Antes de acelerar externamente, estruturamos nossa base. A ‘Família SERAC’ nasce da integração entre pessoas, propósito e método. Não falamos apenas de faturamento, mas de evolução profissional e empresarial”, afirma.
Educação como braço estratégico
A expansão para a área de educação empresarial foi, segundo os executivos, uma consequência natural do modelo consultivo. O SERAC criou programas próprios voltados a contadores e empreendedores, com formatos presenciais e mentorias ao vivo.
“O constante aprimoramento técnico é essencial para manter a competitividade. Investir em formação não é diferencial, é necessidade”, afirma Jhonny.
Para o vice-presidente, o objetivo permanece claro. “Nossa missão é transformar a forma de fazer contabilidade no Brasil, ajudando empreendedores a construírem negócios rentáveis e duradouros”, conclui.
Com quase 1000 colaboradores e mais de 10 mil clientes recorrentes em 20 estados, o SERAC sustenta sua estratégia na integração entre técnica, cultura e educação empresarial, tendo Jhonny e Carla Martins como figuras centrais dessa trajetória de expansão.

