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Saúde

Setembro Vermelho em alerta: o que as varizes dizem sobre o sistema cardiovascular?

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Dra. Haila Almeida - Créditos da foto: Divulgação
Dra. Haila Almeida – Créditos da foto: Divulgação

Por Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular

Elas se anunciam discretas no início, como finos traços arroxeados sob a pele. Com o tempo, ganham volume, tornam-se veias dilatadas e tortuosas que serpenteiam pelas pernas. Muitos encaram como uma simples questão de aparência, um prenúncio indesejado da idade. Mas esse é um equívoco perigoso. As varizes são, antes de tudo, um alerta do corpo, um sinal de que a saúde vascular pede atenção.

No Brasil, não é um problema minoritário. Atinge 38% da população adulta, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Um número expressivo, mas que esconde uma triste realidade: a maioria busca ajuda apenas quando o desconforto se torna uma presença constante. Quando a dor, o inchaço e aquela sensação de peso profundo transformam uma caminhada leve em uma prova de resistência.

Os fatores que conduzem a este quadro são diversos. A herança genética prepara o terreno, enquanto hábitos modernos — longas horas em pé ou sentado, o sedentarismo, oscilações de peso — preparam a estrada sobre a qual o problema avança. A gravidez e o uso de hormônios também podem acelerar significativamente o processo. É uma narrativa complexa, com muitos personagens.

Ignorar os sinais, muitas vezes, abre espaço para complicações mais graves que o cansaço. A pele pode escurecer, tornar-se fina e frágil. Em seus estágios mais severos, a condição pode resultar em trombose venosa ou em úlceras teimosas, que resistem à cicatrização e roubam a qualidade de vida. O que começa como um fio discreto pode desatar uma rede de implicações sérias.

Então, como reescrever essa história? A resposta parece simples, mas exige comprometimento. Atividade física regular, controle do peso e o uso de meias de compressão são indicados na prevenção. Mas quando as varizes já se instalaram, a busca por um especialista torna-se uma necessidade.

É neste momento que a medicina vascular moderna se mostra uma aliada poderosa. Procedimentos minimamente invasivos, como plataformas de laser e injetáveis, oferecem respostas eficazes com recuperação ágil, possibilitando tratar com tecnologia até casos mais complexos de forma segura e precisa. O essencial, contudo, está na personalização do tratamento. Um acompanhamento contínuo, que entende as particularidades de cada paciente, é o que separa um procedimento bem-sucedido de uma verdadeira restauração da saúde.

Varizes não são só estéticas. Elas comunicam um sistema vascular que precisa de cuidado e mais respeito. Ouvir o corpo e procurar orientação especializada é um investimento importante na nossa própria liberdade e bem-estar.

*Dra. Haila Almeida é médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser, fundadora e líder do Instituto Alphaveins.

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