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Setores fora da construção já representam 45% dos negócios da Orguel

CEO da Orguel - Sérgio Guerra Orguel/Divulgação

CEO da Orguel - Sérgio Guerra Orguel/Divulgação

Participação era de 30% em 2020; avanço em mercados como mineração, indústria e óleo e gás acompanha crescimento médio anual de 20% da empresa

Nos últimos seis anos, a Orguel ampliou a atuação para além da construção e avançou em setores como mineração, indústria, agronegócio e óleo e gás. Em 2020, esses mercados respondiam por 30% dos negócios da empresa; hoje, representam 45%. A diversificação acompanhou o crescimento da companhia, que registrou média de 20% ao ano no período.

A mudança reflete uma estratégia de reduzir a concentração em um único mercado e ampliar a aplicação de equipamentos e soluções de engenharia em operações com demandas distintas. Elevadores, andaimes, plataformas e outras estruturas de acesso temporárias são usados tanto em obras como em manutenção industrial, plantas de mineração e instalações de petróleo e gás.

“Os equipamentos de acesso podem ser semelhantes, mas os desafios de engenharia mudam muito de uma indústria para outra. Entrar nesses mercados exigiu desenvolver capacidade para entender cada operação e adaptar a solução às condições de segurança, prazo e produtividade de cada cliente”, afirma Sérgio Guerra, CEO da Orguel.

Da indústria às operações offshore

Na plataforma P-48 da Petrobras, na Bacia de Campos (RJ), o sistema suspenso QuikDeck foi usado em serviços de manutenção em alto-mar. Na mineração, a empresa participou de uma obra da Anglo American no Porto do Açu (RJ), com estruturas de acesso e reescoramento dimensionadas para suportar cargas de até 26 toneladas. Em Jacareí (SP), um elevador de cremalheira foi adaptado para atender às obras de modernização da unidade da Suzano, entre centenas de outros projetos já executados.

Os projetos ilustram como equipamentos originalmente associados à construção encontram aplicação em atividades industriais, de mineração e de petróleo e gás. “A inovação tem sido determinante para ampliar as possibilidades de aplicação dos nossos equipamentos. É o que nos permite desenvolver novas soluções e avançar em setores que têm exigências técnicas muito diferentes entre si”, diz Sérgio Guerra.

Tecnologia amplia aplicações

Desde 2018, a companhia contabiliza mais de 120 projetos de inovação executados. Entre as tecnologias incorporadas estão BIM, inteligência artificial, impressão 3D, realidade virtual e aumentada.

A digitalização também chegou à produção dos equipamentos. No parque fabril da Mecan, empresa do grupo localizada em Vespasiano (MG), mais de 70% dos processos são automatizados e robotizados.

“A diversificação não é apenas comercial. Ela depende da capacidade de engenharia e de inovação. Quanto mais conseguimos projetar, simular, automatizar e adaptar nossas soluções, maior é o número de aplicações que podemos atender”, afirma o executivo.

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