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Sicetel completa 92 anos e consolida trajetória na indústria de processamento do aço

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Fundada em 1934, entidade é uma das mais antigas e tradicionais da indústria brasileira e acompanha as transformações do setor

A história do Sicetel não apenas acompanha, mas se entrelaça com a evolução da indústria brasileira. Em setembro, a entidade completa 92 anos, marco que reforça a solidez de uma trajetória construída em meio a mudanças profundas na cadeia do aço, à ampliação de sua representação e às diferentes fases de desenvolvimento do setor. Ao longo desse período, a indústria de processamento também se transformou e diversificou suas aplicações, consolidando-se como um elo estratégico para diferentes frentes produtivas do país.

Fundado em 1934 como Sindicato das Indústrias de Condutores Elétricos e Trefilação no Estado de São Paulo, o Sicetel nasceu representando empresas ligadas à fabricação de condutores elétricos e ao processo de trefilação, utilizado para reduzir e conformar o diâmetro do aço e adequá-lo a diferentes aplicações.

Em 1970, a entidade ampliou sua representação para incorporar também o setor de laminação, passando a se chamar Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação no Estado de São Paulo. A laminação consiste na passagem do aço entre cilindros para reduzir sua espessura ou modificar seu formato. Uma nova mudança ocorreu em 1980, quando a atuação da entidade passou a se concentrar nas empresas de trefilação e laminação de metais ferrosos.

Já em maio de 1989, a representação foi ampliada para todo o território nacional, dando origem ao então Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel), colocando em destaque a etapa que conecta a siderurgia, responsável pela produção do aço, à indústria que utiliza esse material na fabricação de diferentes produtos.


Um elo estratégico para a cadeia do aço

Paralelamente às mudanças na representação da entidade, a própria indústria processadora de aço ampliou seu alcance. Enquanto a siderurgia produz o aço em estado bruto, as empresas processadoras transformam esse material em, por exemplo, barras e arames trefilados, perfis, tiras e fitas relaminadas, cabos e cordoalhas de aço, telas metálicas, correntes industriais, pregos, grampos e outros artefatos de arame.

São produtos que chegam a setores como construção civil, agronegócio, indústria automotiva, infraestrutura e fabricação de máquinas e equipamentos, agregando valor antes que o aço chegue ao consumidor final ou seja incorporado a outros produtos.

Para Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel, o aniversário representa não apenas a longevidade da entidade, mas a responsabilidade de manter uma atuação alinhada às transformações do mercado. “São 92 anos de história construídos junto com a indústria brasileira, acompanhando diferentes ciclos econômicos e mudanças na cadeia do aço. Chegar a este marco é motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, reforça nossa responsabilidade de olhar para o futuro e continuar defendendo condições para que a indústria nacional seja competitiva, inovadora e capaz de crescer”, afirma.

A representação do setor ganhou uma nova frente em 2018, com a criação da Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço (Abimetal). A entidade surgiu para ampliar a atuação associativa junto às empresas de beneficiamento de metais ferrosos, de forma complementar à representação sindical exercida pelo Sicetel.

Hoje, a Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço) representa cerca de 350 indústrias de pequeno, médio e grande portes, de capital nacional e estrangeiro, que integram o segundo elo da cadeia produtiva do aço no país, unindo representação sindical e associativa no segmento. Entre suas frentes de atuação estão defesa comercial, articulação institucional, acompanhamento regulatório, inteligência de mercado e disseminação de informações técnicas, além da defesa de políticas públicas que contribuam para a competitividade, a inovação e o crescimento sustentável da indústria.

A indústria processadora de aço transforma uma matéria-prima essencial em produtos que atendem a diferentes setores da economia. Fortalecer esse elo significa preservar capacidade produtiva, agregar valor dentro do país e contribuir para uma indústria mais competitiva e menos vulnerável às oscilações do mercado internacional”, destaca Martins.

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