
Deep tech AutoU prevê otimizar custos e produtividade com a Aura, inteligência artificial sob medida que automatiza processos e libera tempo dos times para o que importa
De acordo com dados de mercado e pesquisas setoriais, o Brasil registrou, em 2025, um crescimento de 340% no número de startups de inteligência artificial. Já um estudo da Amazon Web Services (AWS) em parceria com a Strand Partners aponta que 40% das empresas já adotam a tecnologia em seus negócios. Nesse oceano de possibilidades, a AutoU se destaca ao propor não apenas a automação de processos, mas a digitalização da essência das empresas com o desenvolvimento da Aura, sua inteligência central. Com essa inovação, a deep tech projeta um crescimento de 83% em 2025, alcançando um faturamento de R$ 3MM até o fim do ano.
A AutoU foi criada em 2020 como um projeto paralelo dos sócios Lucas Fernandes e Eduardo Julianelli, enquanto atuavam juntos em uma consultoria de gestão empresarial. Com a pandemia, perceberam a aceleração da digitalização em diversos setores e identificaram uma oportunidade de mercado. O aumento da demanda por projetos nessa área impulsionou o rápido crescimento da startup. Diante do potencial, em 2021, ambos decidiram deixar seus empregos para se dedicar integralmente ao negócio. No mesmo ano, se instalaram no Cubo Itaú, maior hub de inovação e tecnologia da América Latina, e, este ano, receberam o prêmio Selo Dourado Cubo Itaú.
Ao identificar os gargalos que levam as empresas a enfrentarem gastos excessivos e a desperdiçarem horas em tarefas ineficientes, o que já representa cerca de US$ 1,6 trilhão por ano perdidos globalmente com a ineficiência operacional, a AutoU investu cerca de R$ 1MM no desenvolvimento de sua inteligência central, criada para reverter esses prejuízos por meio de soluções personalizadas e únicas. A Aura foi desenvolvida para ser uma plataforma que registra, organiza e ativa toda a parte viva da operação: sejam sistemas, processos, dados, conhecimento tácito e, até mesmo, aprendizado diário, transformando todas as informações em inteligência própria.
Segundo Lucas Fernandes, a perda do conhecimento organizacional e a estagnação operacional é o que mata o diferencial competitivo das empresas. “Empresas ainda perdem milhões com processos manuais e tarefas repetitivas. Resolvemos isso com a nossa plataforma de IA sob medida, que digitaliza a essência das empresas e libera tempo dos times para o que importa”, diz. “Com a Aura, queremos transformar fragmentos operacionais em inteligência viva e integrada, capaz de gerar eficiência real e inovação contínua. Nosso objetivo é que cada empresa tenha sua própria IA personalizada, respeitando sua cultura, sua operação e seus desafios específicos”, completa.
A tecnologia nasceu da expertise acumulada pela AutoU em mais de 200 projetos desenvolvidos para grandes empresas, que já resultaram em R$ 20MM em ganhos de eficiência para a L’Oréal, impacto direto em mais de 30 mil colaboradores beneficiados na Stellantis e mais de R$ 15MM em ganhos potenciais gerados pela IA na Saint-Gobain.
Em um tom mais técnico, a Aura implementa algoritmos de aprendizado contínuo para evolução automática de modelos sem necessidade de retreinamento completo, integrada nativamente aos sistemas corporativos através de APIs e conectores padronizados que processam dados em tempo real via pipelines ETL/streaming, e personalizada às rotinas individuais dos usuários mediante interfaces adaptativas e automações contextuais.
Reconhecida como uma das principais deep techs brasileiras voltadas à inteligência artificial aplicada à operação de grandes empresas, a AutoU soma cases de sucesso com marcas líderes, como L’Oréal, Nestlé, B3, Corteva, Saint-Gobain, Jaguar, Fiat, e Prudential, entre outras. Seus projetos já impactaram mais de 100 mil colaboradores em corporações atuantes em mais de 15 países. Além disso, a empresa acumula diversas premiações que reforçam sua trajetória de crescimento e inovação.
Atualmente, a AutoU conta com 30 colaboradores fixos e já registra 83% de crescimento no faturamento em relação ao ano anterior, mantendo uma média de evolução de 60% ao ano. Para 2025, a projeção é alcançar R$ 3MM em receita, consolidando sua relevância em um mercado cada vez mais competitivo, mesmo com apenas quatro anos de atuação.








