Rede criada em 2015 projeta chegar a 130 lojas em 2026, apoiada na popularização dos cafés especiais e na diversificação dos formatos de consumo
A Sterna Café completa 11 anos em um momento de transformação do mercado de cafeterias no Brasil. A popularização dos cafés especiais, a maior variedade de produtos e a mudança nas ocasiões de consumo vêm criando novas oportunidades para as redes do setor e exigindo operações cada vez mais preparadas para atender diferentes perfis de público.
Criada em 2015, a rede de franquias acompanha esse movimento incorporando novos produtos, métodos de preparo, bebidas geladas, receitas sazonais, tecnologia e diferentes formatos de atendimento à operação. A estratégia tem como um dos pilares, ampliar o acesso aos cafés especiais, mas sem deixar de lado a experiência e a proximidade com o consumidor.
Hoje, a rede está presente em dez estados brasileiros, com 100 unidades em operação, e prevê chegar a 130 lojas até o fim de 2026. O crescimento é sustentado pelo modelo de franquias e por uma estratégia que combina diferentes formatos de loja, diversificação do portfólio e adaptação às novas ocasiões de consumo de café.
O setor de cafés especiais ajuda a dimensionar essa transformação. Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o consumo da categoria no país registra crescimento anual entre 10% e 15%, enquanto o volume consumido no mercado interno se aproxima de 1,5 milhão de sacas. O avanço abre espaço para negócios capazes de transformar o maior interesse pela bebida em experiências acessíveis para o consumidor.
“Quando começamos, percebemos que havia espaço para apresentar o café de uma maneira diferente. De lá para cá, o mercado amadureceu e o consumidor também, hoje existe mais curiosidade, conhecimento e disposição para experimentar. Para uma rede de cafeterias, isso cria oportunidades de inovar no produto e na operação e, ao mesmo tempo, torna o negócio mais relevante para diferentes momentos da rotina”, afirma Deiverson Migliatti, fundador da Sterna Café.
A mudança no comportamento do consumidor também amplia as possibilidades de uso das cafeterias. As lojas passaram a receber não apenas clientes em busca de uma bebida, mas também pessoas trabalhando, estudando, realizando reuniões ou encontrando amigos. Com isso, o negócio deixa de depender exclusivamente do consumo tradicional de espresso e passa a explorar diferentes ocasiões e categorias de produtos.
O aumento do interesse pelos cafés também aproxima o consumidor do trabalho do barista. Além de preparar as bebidas, o profissional apresenta métodos, explica características e orienta escolhas de acordo com o perfil dos grãos. Essa atuação ganha relevância à medida que o público passa a buscar mais informações sobre a bebida que chega à xícara.
A tecnologia é outro eixo incorporado pela rede. Um dos exemplos está na unidade dos Jardins, em São Paulo, que conta com a Sterninha, robô utilizado no atendimento. A solução integra uma operação que combina tecnologia e equipe e faz parte dos testes da marca para entender como ferramentas de automação podem contribuir para a experiência e para a eficiência das lojas.
“As pessoas começaram a enxergar o café de outra maneira, existe mais curiosidade, variedade e interesse por entender o produto. Para nós, acompanhar essa transformação significa olhar para o café, para a operação e para o atendimento de forma integrada, sem perder a proximidade com quem frequenta nossas unidades”, afirma Silvana Buzzi, CEO da Sterna Café.
A evolução da rede também passa por investimentos em capacitação, desenvolvimento de produtos, tecnologia e diferentes formatos de atendimento. A combinação desses elementos busca responder às mudanças do mercado e criar operações adequadas a diferentes regiões e perfis de consumidores.
“Chegar aos 11 anos mostra que existe espaço para crescer quando o negócio consegue acompanhar o consumidor e, ao mesmo tempo, manter clareza sobre sua proposta. Nosso próximo ciclo será marcado por inovação, eficiência e pela busca de novos caminhos para levar a experiência da Sterna Café a mais pessoas”, conclui a CEO.

