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Sucessão bem planejada garante continuidade e proteção em um cenário econômico incerto

Diogo Passos, representante da WIT Wealth - Créditos: Divulgação
Diogo Passos, representante da WIT Wealth – Créditos: Divulgação

Por Diogo Passos, representante da WIT Wealth

Existe, culturalmente, uma resistência em tratar da sucessão, por envolver a antecipação da própria ausência. À medida que o tempo passa e o patrimônio cresce, a sucessão se torna mais complexa, e aquilo que poderia ser resolvido de forma simples e menos onerosa no início acaba se intensificando, tornando o processo mais delicado e custoso. Entre os principais entraves estão a falta de diálogo familiar, os conflitos de interesse entre herdeiros, a ausência de um inventário patrimonial estruturado e o desconhecimento jurídico.

A resposta é, depende do perfil da família, da localização dos ativos e da complexidade patrimonial. Por isso, o mais indicado é contar com o apoio de um time especializado, que será responsável por compreender o contexto, levantar as informações relevantes e propor a estrutura mais adequada para cada caso.
Entre os instrumentos mais utilizados no planejamento sucessório, destacam-se: 

Sim. Famílias que atuam em setores mais sensíveis às oscilações econômicas enfrentam desafios sucessórios adicionais. Há casos em que membros da própria família, ao administrarem empresas e lidarem com eventos adversos da economia real ou episódios de má gestão, acabaram comprometendo parte relevante do patrimônio. Essa situação, além de fragilizar o legado, gerou disputas entre os herdeiros no momento da distribuição dos recursos.

Entre os principais desafios estão a necessidade de liquidez, a desvalorização dos ativos empresariais e os conflitos entre herdeiros decorrentes da sobreposição entre relações familiares e decisões de gestão.

O planejamento sucessório para famílias com ativos no exterior é realizado por meio de uma análise criteriosa da jurisdição onde os bens estão localizados, levando em conta as exigências legais, a eventual necessidade de repatriação de recursos e os impactos tributários envolvidos. A partir desse diagnóstico, define-se uma estratégia personalizada, que pode incluir a elaboração de testamentos múltiplos — um no Brasil e outro no país do ativo —, a constituição de trusts, a criação de holdings internacionais (offshore) e, em alguns casos, a realização de doações em vida com reserva de usufruto. Todo o processo deve ser coordenado de forma integrada, respeitando as legislações locais e garantindo segurança jurídica à sucessão.

Famílias com patrimônio dolarizado devem ter atenção redobrada ao estruturar a sucessão, pois estão expostas a riscos cambiais e a diferentes regimes legais e tributários fora do país. É fundamental considerar a compatibilidade entre as regras brasileiras e internacionais, especialmente em relação à tributação sobre heranças e à eventual repatriação de recursos.

Entre os principais cuidados estão o alinhamento do planejamento sucessório às jurisdições envolvidas, a gestão da exposição cambial para evitar perdas na transmissão dos bens e a adoção de estruturas que ofereçam segurança jurídica e eficiência tributária aos herdeiros, sobretudo quando residem no Brasil.

O cenário econômico mais volátil tem levado à antecipação das decisões sucessórias por parte dos clientes da gestora. A incerteza fiscal no Brasil, especialmente diante de possíveis mudanças nas regras de tributação sobre heranças, doações e investimentos no exterior, tem sido um fator determinante para essa movimentação. Essa incerteza também se refletiu no câmbio, levando muitas famílias a anteciparem decisões sucessórias que, até então, não estavam no radar.

Sim. Em um cenário de juros elevados e dólar valorizado, a precificação de diversos ativos tende a recuar, resultando em valores de mercado mais baixos. Esse contexto pode abrir oportunidades estratégicas para reorganizar o patrimônio antes da sucessão. É possível reavaliar a alocação de ativos, antecipar transferências patrimoniais com menor impacto fiscal e estruturar mecanismos sucessórios que combinem eficiência tributária com preservação patrimonial.

Sobre a WIT – Wealth, Investments & Trust

A WIT – Wealth, Investments & Trust – é assessoria, planejamento e execução para cuidar do patrimônio de pessoas, grupos familiares e empresas, de forma integral e sincronizada, apoiada por uma sofisticada estrutura de especialistas e de empresas que atuam de forma independente, porém complementar.

O multi family office atua com um ecossistema completo, a empresa atua de forma integrada nas áreas de câmbio, investimentos, seguros, imóveis e crédito estruturado. Tudo para oferecer soluções personalizadas, alinhadas aos objetivos e ao momento de cada cliente. 

Atualmente, a empresa está presente em nas capitais de São Paulo e Paraná, em Curitiba, e em cidades do interior paulista: Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Araçatuba, Votuporanga, Jundiaí e Itu.

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