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Tarifaço de Trump pesa mais que o IPCA: Qual a estratégia para o investidor não perder espaço?

Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

Deflação de 0,14% no IPCA-15 alivia o noticiário, mas é o tarifaço de Trump que realmente ameaça a economia brasileira

       A deflação de 0,14% registrada no IPCA-15 de agosto trouxe um alívio momentâneo ao consumidor e foi amplamente celebrada como sinal de trégua inflacionária. No entanto, para o mercado financeiro, o dado é menos relevante do que aparenta. O recuo foi puxado por choques pontuais em alimentos energia, sem indicar uma tendência consistente de desinflação. Em paralelo, fatores externos, como o tarifaço de Donald Trump sobre produtos brasileiros, vêm ganhando peso crescente nas decisões de investidores empresas, colocando em segundo plano a leitura positiva da inflação. Nesse contexto, a questão central não é o número isolado do IPCA, mas a resiliência das estratégias diante de um ambiente global cada vez mais hostil.

       Segundo Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, é preciso interpretar o dado com cautela. “A queda foi influenciada por choques pontuais, enquanto a economia segue pressionada por incertezas externas e pelo tarifaço dos Estados Unidos”, explica. Para ele, a deflação serve mais como fotografia momentânea do consumo doméstico do que como sinal de melhora estrutural. O investidor que se deixar guiar apenas pela manchete do IPCA corre o risco de subestimar os impactos duradouros das tarifas impostas pelos EUA, que já alteram fluxos de comércio e pressionam cadeias produtivas.

       Nesse cenário, a busca por ativos descorrelacionados ganha força como forma de proteção. O movimento de investidores migrando para alternativas que não dependem diretamente da dinâmica interna da inflação brasileira, como ativos globais, setores defensivos e instrumentos de hedge, reflete a necessidade de diversificação em tempos de incerteza. Como ressalta Pedro, “para os investidores, o cenário reforça a importância de avaliar ativos descorrelacionados e estratégias que tragam resiliência frente à volatilidade macroeconômica”. A lógica é clara: se o choque externo pode inverter rapidamente a tendência de preços e câmbio, a carteira precisa estar preparada para atravessar o ciclo sem ser corroída por volatilidade excessiva.

      No fim, a deflação aparece como um dado que agrada o noticiário, mas que não resolve o que realmente preocupa: a estabilidade das condições de investimento no médio e longo prazo. “Em momentos como esse é essencial manter o foco em fundamentos de longo prazo e em mecanismos de preservação de valor”, reforça Pedro Da Matta. O investidor que entender que o tarifaço pesa mais que o IPCA conseguirá não apenas se proteger, mas também capturar oportunidades em meio ao estresse global. Afinal, em um mercado em que os números do mês podem enganar, o verdadeiro diferencial está em quem sabe olhar além das manchetes e se posicionar de forma estratégica.

Sobre a Audax Capital

www.audaxdigital.com.br

Fundada em 2015 e com R$ 320 milhões em ativos sob gestão e um rating A concedido pela Liberium Ratings, a Audax Capital é reconhecida no mercado pela solidez financeira e excelência na gestão de riscos. Nos últimos 5 anos, originou mais de R$ 5 bilhões em operações de crédito e, em 2024, registrou um crescimento de 139%, atingindo a marca de R$ 720 milhões em créditos cedidos. Atualmente, 18 fundos investem diretamente na Audax, totalizando uma base de 100 mil investidores, reforçando a confiança do mercado na companhia.

     Com 10 anos de atuação no mercado, a Audax Capital se consolidou como referência em soluções de crédito, com foco especial na antecipação de recebíveis. Estrategicamente localizada no coração de Goiás, o fundo possui forte atuação no agronegócio e na indústria. Sua expertise setorial, aliada à tecnologia de ponta, permite oferecer operações ágeis, transparentes e com um dos menores índices de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) do mercado, de apenas 0,6%.

     A companhia se destaca pelo foco no desenvolvimento contínuo de seus mais de 110 colaboradores, que atendem clientes em 20 estados do Brasil. Com planos de dobrar sua estrutura física e expandir sua equipe, a empresa busca se consolidar entre os melhores FIDCs do país até 2030, contribuindo para o crescimento da economia nacional e entregando resultados sólidos para seus investidores e parceiros.

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