Segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 16,5% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano ficarão sujeitas a sobretaxas combinadas de 37,5%. O vocabulário presente em comunicados, contratos e negociações ajuda profissionais a compreender as novas regras.
As novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos atingirão 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao país, segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Do total, 16,5% ficarão sujeitos a uma sobretaxa combinada de 37,5%, enquanto outras parcelas terão cobranças de 25% ou 12,5%.
As medidas alcançam produtos como máquinas agrícolas, móveis, calçados, açúcar, vestuário, etanol e itens de madeira. Ao mesmo tempo, aproximadamente 2 mil produtos ficaram fora das duas tarifas mais recentes. Como as regras variam conforme a mercadoria, empresas precisam consultar listas, códigos de classificação e documentos oficiais antes de rever contratos, preços ou estratégias de exportação.
Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, explica que boa parte dessas informações circula primeiro em inglês. “Profissionais de comércio exterior, logística, indústria e vendas precisam compreender comunicados, conversar com clientes e confirmar se um produto foi incluído ou não na cobrança. Um termo interpretado de forma errada pode alterar o entendimento sobre custos, prazos e condições comerciais”, afirma.
Confira cinco termos em inglês para entender o tarifaço:
- Tariff — tarifa
Imposto cobrado sobre um produto importado.
- Additional duty — tarifa adicional
Cobrança acrescentada à tarifa que já incidia sobre a mercadoria.
- Exemption — isenção
Exclusão de um produto ou operação do alcance da cobrança.
- Supply chain — cadeia de suprimentos
Etapas que vão da matéria-prima até a entrega ao consumidor.
- Section 301 — Seção 301
Regra dos Estados Unidos que permite investigar práticas comerciais e aplicar medidas como tarifas.
Antes de tomar decisões, as empresas precisam verificar a classificação de cada produto e consultar fontes oficiais. Na avaliação de Reginaldo, falar inglês também faz diferença nas negociações que surgem após uma mudança comercial. “O profissional pode precisar explicar um novo custo, renegociar prazos ou buscar outros compradores. Um curso de inglês voltado à rotina de negócios ajuda a desenvolver o vocabulário e a segurança necessários para essas conversas”, conclui.

