
Tarifaço dos EUA não gera escassez de dólares no mercado brasileiro. Fluxo cambial é global e se lastreia em dólar com outros parceiros comerciais além dos americanos, como China e Argentina.
O recente “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos não deve impactar de forma significativa o fluxo cambial brasileiro. A avaliação é de Leonardo Abrão, fundador da Abrão Filho, a primeira startup de remessas online e maior fintech de câmbio do Brasil. A empresa destaca que, apesar de relevante, a taxação restringe-se a um leque específico de produtos e não afeta a totalidade das operações cambiais do país.
“É importante discernir que o fluxo cambial brasileiro em dólar norte-americano não se dá exclusivamente na relação bilateral Brasil-EUA, mas com praticamente todos os países que compõem a carteira de fornecedores e consumidores brasileira, tais como China e Argentina, por exemplo, logo, a outros funis de ingresso de linha dolarizada”, explica Leonardo Abrão. Ele completa: “A maior parte do comércio de bens e serviços do Brasil com parceiros como China e Argentina, por exemplo, é lastreada em dólar, o que cria outros funis de ingresso de linha dolarizada no país. A taxação exclusiva dos EUA, portanto, não gera escassez de dólares no mercado brasileiro”.
Além disso, o fundador ressalta que o Brasil se beneficia de um agressivo fluxo de capitais em dólar, que pode ser notado na balança de pagamentos. Esse fluxo inclui a conta de serviços (como turismo e ramo securitário) e a conta de capitais (investimento e financiamento estrangeiro). “Para haver de fato uma escassez de linha em dólar no Brasil, as medidas protecionistas teriam que impactar a balança de serviços como um todo, e até mesmo investidores singulares e institucionais que têm fluxo de capital com o Brasil em dólar”, afirma Abrão.
A Abrão Filho atua com uma infraestrutura digital de câmbio que permite a clientes, sejam pessoas físicas ou jurídicas, operacionalizar grandes volumes de remessas internacionais de forma rápida e eficiente. Em 2024, a fintech movimentou R$ 4,5 bilhões em operações cambiais. Com a atuação de “correspondente de emissões bancárias”, a empresa oferece câmbio sem tarifa bancária e corretagem, e atende a um público B2B, B2B2C e B2C.
Sobre a Abrão Filho:
Fundada em 2011, a Abrão Filho é a primeira startup de remessas online e a maior fintech de câmbio do Brasil e que tem como missão inovar o mercado financeiro com auxílio da tecnologia. A empresa se destaca por desenvolver a infraestrutura digital de câmbio que permite a seus clientes operacionalizar grandes volumes de remessas internacionais de forma eficiente. Com um modelo de negócio, B2B, a fintech atende principalmente agentes autônomos de câmbio e profissionais como corretores, advogados e contadores, que utilizam sua plataforma e serviços para otimizar o atendimento aos seus clientes. Em 2024, a Abrão Filho movimentou R$ 4,5 bilhões em operações cambiais.








